Moradores incendeiam base da UPP no Complexo de Lins
Moradores do Complexo do Lins, na Zona Norte da cidade do Rio de Janeiro, incendiaram na noite de domingo três ônibus e uma das bases da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP). O protesto começou na noite de ontem, depois que uma menina de 7 anos foi ferida, segundo relatos de moradores, durante ação da Polícia Militar em Cachoeira Grande.
Segunda, 24 de Fevereiro de 2014 às 08:20, por: CdB
Moradores do Complexo do Lins, na Zona Norte da cidade do Rio de Janeiro, incendiaram na noite de domingo três ônibus e uma das bases da Unidade de Polícia
Moradores do Complexo do Lins, na Zona Norte da cidade do Rio de Janeiro, incendiaram na noite de domingo três ônibus e uma das bases da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP). O protesto começou depois que uma menina de 7 anos foi ferida, segundo relatos de moradores, durante ação da Polícia Militar em Cachoeira Grande.
O incêndio atingiu a rede elétrica e deixou a comunidade às escuras. “Infelizmente o fogo atingiu os fios, transformadores e um mercadinho”, disse Márcia Jacintho, líder comunitária do Complexo de Lins, área ocupada por uma UPP desde dezembro do ano passado.
Segundo o Centro de Operações da prefeitura, a Autoestrada Grajaú-Jacarepaguá ficou fechada durante a madrugada desta segunda-feira, só sendo liberada para o tráfego às 4h30. De acordo com Márcia Jacintho, a menina já recebeu alta do Hospital Naval Marcílio Dias e passa bem.
A assessoria de imprensa da Coordenadoria de Polícia Pacificadora (CPP) disse que a criança teve um ferimento no ombro e foi medicada no hospital. A polícia não soube dizer, no entanto, o que provocou o ferimento. Segundo a CPP, os policiais não efetuaram disparos de arma de fogo na favela.
Morte de jovem
A Polícia Civil investiga a morte de um rapaz de dezoito anos que morreu após ser baleado perto da Vila Kennedy, na Zona Oeste do Rio, no domingo. De acordo com testemunhas, Alex Sander da Silva Ramos, de 18 anos e um amigo que ficou ferido, foram atingidos por disparos feitos por PMs.
Segundo a policia, Alex foi morto com um tiro de fuzil na cabeça. Testemunhas contaram que ele e um amigo voltavam de uma festa, por volta das 4h. Segundo os relatos, quando passavam de moto, perto da Vila Kennedy, foram abordados por policiais militares. Moradores dizem que os dois jovens não pararam e foram baleados pelos PMs. Parentes de Alex já foram ouvidos. Mas o amigo da vítima, também ferido, ainda não prestou depoimento porque está muito abalado.
Os policiais negam que tenham atirado nos ocupantes da moto. Eles dizem que, quando chegaram ao local, os jovens já estavam caídos no chão. Segundo a Polícia, a PM faz ocupação permanente na Vila Kennedy. A Polícia Civil informou que as armas dos policiais envolvidos no caso não foram recolhidas porque não existe registro sobre ocorrência.
Na semana anterior à morte de Alex, traficantes de facções rivais entraram em confronto na região. Um ônibus que seguia em direção ao centro foi queimado. A Avenida Brasil foi parcialmente fechada por barricadas perto da Favela da Metral. O comércio e as escolas fecharam as portas. Cinco mil e quatrocentos alunos ficaram sem aula.
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