Rio de Janeiro, 27 de Setembro de 2026

Moradores e policiais entram em confronto em reintegração de posse

Policiais militares e moradores entraram em confronto durante a reintegração de posse de um terreno localizado na Avenida do Cursino, na Zona Sul de São Paulo.Nesta terça-feira, houve correria. Bombas de efeito moral foram jogadas e balas de borracha usadas para dispersar os manifestantes enquanto a Tropa de Choque avançava para cumprir a ordem judicial.

Terça, 11 de Junho de 2013 às 08:14, por: CdB
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Policiais militares e moradores entraram em confronto durante a reintegração de posse
Policiais militares e moradores entraram em confronto durante a reintegração de posse de um terreno localizado na Avenida do Cursino, na Zona Sul de São Paulo.Nesta terça-feira, houve correria. Bombas de efeito moral foram jogadas e balas de borracha usadas para dispersar os manifestantes enquanto a Tropa de Choque avançava para cumprir a ordem judicial. Os moradores chegaram a queimar objetos para tentar conter o avanço da polícia. Eles fizeram barricadas em uma rua próxima do terreno invadido e carros eram orientados a retornar para fugir das chamas. O fogo já havia sido apagado. No horário, a PM disse que não tinha informações sobre feridos. O Bom Dia São Paulo informou que pelo menos um morador sofreu ferimentos. Segundo a polícia, 500 famílias moram neste terreno. Porém, nos cálculos dos moradores, 1,2 mil famílias estão na área há pelo menos um mês. Um trecho da avenida foi fechado para a reintegração de posse do terreno, que pertence a uma construtora. A área fica próximo ao Zoológico de São Paulo. “A situação está sob controle. Nós preparamos o efetivo para evitar o confronto”, afirmou, por volta das 6h30, o capitão Pardubsky. Carros do resgate também foram chamados para dar apoio à operação. De acordo com informações do portal G1, a empresa colocou 40 caminhões à disposição para transporte dos pertences dos moradores para um depósito. Segundo a polícia, as casas devem ser demolidas. Por volta das 6h50, algumas pessoas retiravam os pertences e desmontavam as estruturas de madeira erguidas no terreno. Às 10h45, máquinas derrubavam as residências que estavam de pé. O advogado dos moradores, André Araújo, afirmou que o terreno tem cerca de 65 mil metros quadrados. Segundo ele, 6,5 mil metros quadrados dessa área foram declarados de interesse social e, por isso, não devem ser alvo da reintegração nesta manhã. De acordo com o advogado, grande parte dessas famílias paga aluguel em favelas próximas. Ainda de acordo com o relato do advogado dos moradores, a Secretaria da Habitação não apresentou uma alternativa para as famílias. Caso um representante não vá até o local para negociar, os moradores ameaçam fazer um protesto em frente à Prefeitura. Além dos PMs, participam da reintegração oficiais de Justiça, a Subprefeitura do Ipiranga, Eletropaulo, Sabesp, Conselho Tutelar, Coordenadoria Regional de Assistência Social, SPTrans, Coordenadoria de Saúde do Municipio, Centro de Controle de Zoonoses, CET, Corpo de Bombeiros e a Polícia Civil. A Avenida do Cursino está interditada perto do número 5.000. A SPTrans informou nesta manhã que alterou a circulação de quatro linhas que passam pela Avenida do Cursino: 4718/10 (Jardim Celeste - Metrô Santa Cruz), 4727/10 (Jardim Clímax - Metrô Praça da Árvore) e 5108/10 (Jardim Celeste - Terminal Parque D. Pedro II) e 4734/10 (Vila Moraes - Metrô Saúde).
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