Um ato de protesto com a presença de cerca de 200 moradores da Favela Real Parque, na zona sul da cidade de São Paulo, foi realizado nesta segunda-feira na Câmara de Vereadores de São Paulo contra o despejo de 70 famílias que viviam na área, realizado na última terça-feira.
O terreno onde as famílias moravam, à beira da Marginal Pinheiros, é reivindicado pela Empresa Metropolitana de Águas e Energia (Emae), que ganhou na Justiça a ação de reintegração de posse.
Segundo uma das líderes comunitárias da favela, Karina Santos da Silva, o objetivo imediato dos moradores é conseguir um alojamento provisório para as famílias sem abrigo. A maioria das famílias que tiveram suas casas derrubadas não quis deixar o local.
Os moradores também reivindicam o cancelamento imediato da reintegração de posse obtida pela Emae; indenização pelos bens perdidos e investigação de abusos cometidos na ação policial de reintegração.
De acordo com a defensora pública Samanta Lopez de Souza, a Emae se comprometeu a apresentar uma proposta até a próxima sexta-feira para apreciação dos moradores. Por enquanto, apenas uma parte dos 17 mil metros quadrados pertencentes a empresa foram reintegrados.
Segundo Souza, o local onde se localiza a favela pode ser uma Zona Especial de Interesse Social (Zeis), área normalmente utilizada para assentamentos habitacionais de população de baixa renda.
— A Emae vai levantar essa documentação para que nessa próxima sexta a gente possa conversar diante de todos esses elementos, se se trata de Zeis ou não e eventuais acordos —,disse Souza.
Moradores de favela protestam na Câmara dos Vereadores de SP contra despejo
Segunda, 17 de Dezembro de 2007 às 19:21, por: CdB