Rio de Janeiro, 18 de Setembro de 2026

Moradores continuam sem casas após a tragédia do Morro do Bumba

Após três anos e meio depois da tragédia no Morro do Bumba, em Niterói, Região Metropolitana do Rio, moradores que perderam as casas ainda vivem no improviso e aguardam uma solução definitiva para a situação.

Terça, 05 de Novembro de 2013 às 09:57, por: CdB
morrodobumba.jpg
Um laudo confirmou o risco e sem solução para recuperar as construções
Após três anos e meio depois da tragédia no Morro do Bumba, em Niterói, Região Metropolitana do Rio, moradores que perderam as casas ainda vivem no improviso e aguardam uma solução definitiva para a situação.  O local onde estão sendo construídos os prédios que devem abrigar essas famílias, em Niterói, estão com as obras paradas desde março, quando dois edifícios tiveram problemas na estrutura e precisaram ser demolidos. Máquinas e operários se movimentam no terreno ao redor dos prédios do Conjunto Habitacional Zilda Arns, no Fonseca, em Niterói. Mas as construções ainda parecem estar longe de poder receber os novos moradores. São famílias traumatizadas pela tragédia no Morro do Bumba, quando várias casas construídas em cima de um antigo lixão desmoronaram. Após o desastre, muitas promessas foram feitas, mas três anos e meio se passaram, uma praça foi construída no local do desabamento e a maioria das pessoas atingidas ainda depende de aluguel social, vive na casa de parentes ou no abrigo improvisado no Batalhão de Infantaria do Exército (3º BI), em São Gonçalo. De acordo com informações do portal G1. Cerca de 400 apartamentos seriam entregues em junho deste ano. Porém dois meses antes deste prazo, em março, a equipe de reportagem do RJTV mostrou que dois prédios tinham rachaduras preocupantes. Um laudo confirmou o risco e sem solução para recuperar as construções, dois blocos foram demolidos. A obra de R$ 22 milhões foi interditada pela Defesa Civil. Na época, um ex-funcionário da construtora, que não quis se identificar, afirmou que os outros prédios também tinham problemas estruturais. “Rachaduras, as estacas segurando o teto no chão, pra não poder cair, balde com cimento para fazer a maquiagem, entendeu? Pra tipo fazer um emboço, uma coisa assim”, contou o ex-funcionário da construtora. A Caixa Econômica Federal informou que foram feitos todos os esforços para garantir que os níveis de segurança das construções fossem totais. Os projetos de drenagem e fundação foram revisados. A retomada das obras nos prédios está prevista para o mês de novembro e a nova data para a entrega dos apartamentos ainda será marcada. Segundo as informações divulgadas pela Caixa, as condições de estabilização do solo foram monitoradas e somente os dois blocos já demolidos sofreram danos significativos. A Construtora Imperial Serviços, responsável pelo empreendimento, chegou a prometer a reconstrução dos prédios, mas a Caixa Econômica decidiu alterar o projeto inicial. Serão 360 apartamentos distribuídos em nove prédios de cinco pavimentos e mais 14 unidades térreas para portadores de necessidades especiais. - Não adianta eles levantarem estes blocos, praticamente não tem um alicerce perfeito, porque se tivesse não aconteceria o que está acontecendo. Espero que eles tenham responsabilidade para não acontecer outra tragédia - afirmou Francisco de Souza, presidente da Associação de Vítimas do Bumba.      
Tags:
Edições digital e impressa