Lideradopela União do Movimento de Moradia (UMM), moradores de favelas,loteamentos populares e ocupações irregulares se reuniram nesta terça-feira,dia 20 de setembro, em frente a Secretaria de Justiça, para protestar contra asremoções sem soluções habitacionais que afetam moradores da cidade de SãoPaulo.
Dianteda Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano do Estado de São Paulo,Secretaria de Justiça, Secretaria do Município e Ministério Público, cerca de600 pessoas debateram com os órgãos sobre os impactos dos despejos ocasionadospelas grandes obras de operações urbanas, dentre elas, a construção de túneis eviadutos, obras de infra-estrutura e saneamento, além das construções deEstádios para a Copa do Mundo de2014.
"Nóssomos contra qualquer tipo de remoção e despejo forçados. Lutamos pelaconscientização de que essas famílias possuem o direito a moradia digna”,afirma José de Abraão, coordenador da União do Movimento de Moradia (UMM).
Aindade acordo com José de Abraão, será entregue - no final desta semana – umdocumento ao Ministério Público contendo fotos e vídeos de ameaças aosmoradores, para que o Ministério e a Defensoria Pública possam atuar naapuração dessas violações.