O ex-assessor presidencial peruano Vladimiro Montesinos foi sentenciado, na última segunda-feira, a 15 anos de prisão por ter subornado com dinheiro do Estado diversos empresários de televisão durante o governo de Alberto Fujimori (1990-2000).
O Tribunal Anticorrupção, que decretou o ex-assessor à mais alta condenação que recebeu até agora nos diversos processos abertos contra ele, determinou, além disso, que ele deverá pagar uma indenização civil de 50 milhões de sóis novos (US$ 14,3 milhões).
Montesinos tinha sido condicionado a nove anos e quatro meses de prisão em outro julgamento, embora, segundo a legislação do Peru, agora deverá cumprir com a pena mais prolongada.
O ex-assessor presidencial foi declarado responsável de delitos contra a administração pública, corrupção ativa de funcionários, contra a tranqüilidade pública e formação de quadrilha.
Montesinos, que se reservou o direito a impor um recurso de nulidade, deverá permanecer em prisão até 24 de junho de 2016.
O tribunal sentenciou, além disso, a 12 anos de prisão e ao pagamento de 500.000 sóis (US$ 143,678) de indenização civil ao major retirado do exército Roberto Huamán Azcurra, considerado o 'braço direito' nas operações ilegais de Montesinos.
Uma série de vídeos gravados secretamente pelo próprio Montesinos demonstraram que o ex-assessor entregou milhões de dólares a diversos empresários de televisão para que seus canais apoiassem o governo de Fujimori, que se refugiou no Japão em novembro de 2000, quando renunciou por fax à presidência peruana.
Rio de Janeiro, 24 de Setembro de 2026
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