Monitoramento da Internet deve ter limites adequados, diz Angela Merkel
A chanceler alemã, Angela Merkel, disse ao presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, que o monitoramento governamental das comunicações via Internet precisa ser realizada dentro dos limites adequados.
Presidente dos EUA, Barack Obama, e chanceler alemã, Angela Merkel, realizam coletiva de imprensa na Chancelaria, em Berlim
A chanceler alemã, Angela Merkel, disse ao presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, que o monitoramento governamental das comunicações via Internet precisa ser realizada dentro dos limites adequados.
- Deixei claro que, apesar de enxergarmos a necessidade de coleta de informações, o tópico da proporcionalidade é sempre um tema importante e a ordem democrática livre é baseada no sentimento de segurança das pessoas - disse Merkel em uma coletiva de imprensa conjunta com Obama.
- É por isso que a questão do equilíbrio e da proporcionalidade é algo que vamos continuar a discutir, e sobre as quais nós concordamos com um maior intercâmbio de informações entre o Ministério do Interior alemão e as autoridades competentes nos Estados Unidos.
Na mesma entrevista, Obama disse que os Estados Unidos atingiram o equilíbrio entre a necessidade de reunir informações de segurança e a proteção às liberdades civis.
- Eu assumi o governo empenhado em proteger o povo americano, mas também comprometido com nossos valores e nossos ideais, e um dos nossos ideais mais altos ideais é a liberdade civil e a privacidade - disse Obama.
- Estou confiante que, neste ponto, atingimos o equilíbrio apropriado.
Os Estados Unidos estão sob duras críticas por sua política de vigilância secreta desde que um ex-prestador de serviços da Agência de Segurança Nacional revelou a dois jornais que o governo norte-americano monitorava a atividade telefônica e via Internet de milhões de pessoas.
O autor da denúncia, Edward Snowden, se refugiou em Hong Kong, território chinês semiautônomo, onde pode ser alvo de um processo de extradição para os EUA.
China completa esquema de monitoramento no Tibet
A China concluiu um esquema de monitoramento na turbulenta região do Tibet, exigindo que todos os usuários de telefones e Internet se registrem com seus nomes reais, disse a imprensa estatal nesta quarta-feira. Os tibetanos já são observados de perto, devido às várias décadas de protestos contra o regime chinês, muitos deles violentos.
Até o final do ano passado, todos os 2,76 milhões de usuários de telefones fixos e celulares e 1,47 milhão de usuários da Internet na remota região precisaram se cadastrar, segundo a agência de notícias Xinhua.
O esquema é propício para proteger as informações pessoais dos cidadãos e restringir a difusão de informações prejudiciais, disse o funcionário público Nyima Doje à agência.
A crescente popularização da Internet e dos celulares causou problemas sociais, incluindo a desenfreada circulação de rumores online, pornografia e mensagens de spam, disse outro funcionário, Dai Jianguo.
O registro com nome real ajudará a resolver esses problemas, ao mesmo tempo em que beneficia o desenvolvimento sólido e de longo prazo da Internet, acrescentou Dai.
O governo central chinês aprovou no ano passado uma lei que estabelece um registro com nomes reais para o uso da Internet, e também começou a exigir que usuários do popular serviço Sina Weibo, uma espécie de Twitter chinês, cadastrem seus nomes reais.
Já a fiscalização de regras semelhantes para celulares, especialmente os pré-pagos, costuma ser falha.
O anúncio da conclusão do programa de monitoramento das comunicações do Tibete ocorre num momento em que o governo chinês manifestou indignação com as denúncias de que os EUA monitoraram milhões de usuários de telefones e Internet.
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