O Tribunal de Justiça de Mônaco adiou mais uma vez nesta quinta-feira o julgamento de um pedido de extradição do banqueiro Salvatore Cacciola feito pelo governo brasileiro. A próxima audiência foi marcada para o dia 31 de janeiro de 2008 e, a princípio, apresentará "impreterivelmente" uma decisão.
O adiamento - o terceiro - foi causado pelo fato de o tribunal de apelações ter considerado "excessivamente precária" a tradução dos documentos apresentados pelo Ministério da Justiça brasileiro. Uma nova tradução, dessa vez feita por especialistas franceses, será apresentada ao tribunal.
A procuradora-geral de Mônaco, Anne Brunet-Fuster, demonstrou descontentamento com o adiamento.
– Mas aceito a decisão, pois é fundamental que todo o julgamento seja feito com a maior segurança possível, disse.
O parecer da Justiça ainda será analisado pelo príncipe Albert II, a quem cabe a decisão final.
Cacciola chegou ao Tribunal de Justiça de Mônaco às 9h30 (horário local), como previsto, no camburão da Polícia de Mônaco, acompanhado de proteção de agentes. Não foram permitidas imagens, nem de Cacciola ou do interior do Tribunal. Mais cedo, a procuradora Anne Brunet-Fuster disse que não via motivos para que Cacciola não seja extraditado.
A defesa de Cacciola vem argumentando desde o início do processo que um dos mandados judiciais de prisão, pedido pela Justiça brasileira, não é válido.
A audiência da Justiça de Mônaco que define a extradição do ex-banqueiro já havia sido adiada duas vezes. A pedido da defesa, os juízes haviam decidido solicitar ao Ministério da Justiça brasileiro novos documentos que comprovem a autenticidade e a vigência dos mandados de prisão.
Rio de Janeiro, 31 de Outubro de 2026
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