Momcilo Krajisnik, considerado pelos ocidentais como um dos principais responsáveis pela limpeza étnica durante a guerra da Bósnia (1992-1995), comparece ao Tribunal Penal Internacional (TPI) de Haia para responder a acusações de genocídio.
Braço direito de Radovan Karadzic, chefe político dos sérvios da Bósnia e ainda foragido, Krajisnik, de 59 anos, foi um dos pilares da proclamada República Sérvia da Bósnia.
O TPI acusa Krajisnik de tramar, incitar e realizar a eliminação parcial das populações muçulmanas e croatas da Bósnia, em especial nos municípios de Bosanski Novi, Brcko, Foca, Vlasenica e Bratunac.
O tribunal também abordará durante o julgamento, que pode durar meses, as atrocidades cometidas nos campos de concentração de Omarska, Trnopolje e Keraterm - na região de Prijedor.
Além das acusações de genocídio, a de maior peso no direito internacional, Krajisnik deve ainda responder por crimes de guerra e a cinco acusações de crimes contra a humanidade.
Cada uma das acusações pode lhe custar a prisão perpétua. Krajisnik estava há quatro anos esperando o início do julgamento. Durante todo esse período, ele esteve detido na prisão do Tribunal Penal Internacional em Haia, na Holanda.
Momcilo Krajisnik é acusado de genocídio
Terça, 03 de Fevereiro de 2004 às 01:53, por: CdB