Rio de Janeiro, 25 de Setembro de 2026

Molon quer suspensão de pagamento para modernização de bondes

Sexta, 21 de Agosto de 2009 às 08:54, por: CdB

O presidente da Comissão de Cultura da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), deputado Alessandro Molon (PT), enviou, na quinta-feira, um ofício ao secretário de Estado de Transportes, Julio Lopes, pedindo que o Estado suspenda o pagamento de quaisquer valores empenhados em favor da TTrans, empresa que opera este modal de transporte com a finalidade de priorizar a manutenção dos antigos bondes que trafegam por Santa Teresa ao invés de modernizá-los.

– A modernização dos bondes, além de perigosa, como os moradores vêm alertando há muito tempo, foi feita, segundo o Tribunal de Contas do Estado (TCE), de forma ilegal. É hora de o Governo do estado reconhecer seu erro, assumir a sua responsabilidade e devolver à população de Santa Teresa os bondes com o sistema original recuperado – declarou o parlamentar.

Molon salientou que o Tribunal de Contas do Estado já considerou ilegal o contrato da Companhia Estadual de Engenharia de Transportes e Logística (Central) com a TTrans. O petista quer ainda que os recursos sejam revertidos para a manutenção dos antigos bondes para que não haja prejuízo aos usuários do sistema.

– O Governo do estado precisa retirar imediatamente de circulação os bondes reformados pela T’Trans, levando-se em conta que o novo sistema é menos seguro do que o original e está sendo apontado como causa do acidente do último domingo (16/08), que provocou a morte de uma professora e ferimentos em dez pessoas – pontuou o deputado.

Na última terça-feira, o parlamentar enviou um ofício ao TCE questionando a legalidade do contrato da Central com a TTrans. O TCE divulgou, nesta quarta-feira, a decisão pelo cancelamento do contrato, informando que, durante inspeção regular, a Central não atendeu a exigência de entregar uma planilha de custos detalhada referente aos serviços prestados pela TTrans. Sendo assim, os conselheiros do tribunal decidiram por unanimidade declarar o contrato ilegal. O TCE decidiu ainda aplicar multa de três mil Ufirs aos funcionários que exerciam os cargos de presidente e diretor de Administração e Finanças da companhia na época da assinatura do contrato, em 14 de julho de 2005.

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