Rio de Janeiro, 30 de Outubro de 2026

MOLINA E BALDIZÓN DEVEM DISPUTAR SEGUNDO TURNO À PRESIDÊNCIA NA GUATEMALA

Segunda, 12 de Setembro de 2011 às 03:03, por: CdB

CIDADE DA GUATEMALA, 12 SET (ANSA) - Os candidatos à Presidência da Guatemala Otto Pérez Molina, do Partido Patriota (PP), e Manuel Baldizón, do Liberdade Democrática Renovada (Líder), estão à frente nas apurações dos votos e devem concorrer entre si no segundo turno.
   
Com 85% das mesas apuradas, Molina aparece na frente, com 36% dos votos, e Baldizón em seguida, com 23%, segundo os últimos dados do Tribunal Supremo Eleitoral (TSE) da Guatemala divulgados em seu site.
   
Em terceiro lugar, com 16,5% dos votos, está Eduardo Suger, do partido Compromisso, Renovação e Ordem (Creo).
   
Dos mais de 7,3 milhões de guatemaltecos hábeis a votar, pouco mais de 4,3 depositaram seu voto ontem, o que corresponde a um comparecimento de aproximadamente 58%.
   
O candidato do Líder fez um chamado à população guatemalteca para "não voltar ao passado de repressão e genocídio e lutar por uma mudança na Guatemala", já que, segundo ele, é "provável" alcançar os dez pontos de diferença com o candidato do Partido Patriota.
   
Molina, de 61 anos, foi general do Exército e, na década de 1980, foi acusado de se envolver na violação de direitos humanos na guerra contra movimentos insurgentes que levou à morte mais de 200 mil pessoas na Guatemala. Se eleito, será o primeiro ex-militar a ocupar a Presidência desde 1986, ano que marcou a redemocratização do país.
   
Uma de suas plataformas é a "mão firme" contra a violência crescente na Guatemala. Ao emitir seu voto, ele declarou que, se não vencesse no primeiro turno, estaria "preparado" para a segunda etapa eleitoral.
   
Ontem, os eleitores também puderam votar em candidatos ao Parlamento Centro-Americano, ao nacional e aos municipais. Segundo as apurações preliminares do TSE, o PP aparece com quase 27% dos votos em lista para o Legislativo guatemalteco, seguido da atual legenda no governo, o União Nacional da Esperança - Grande Aliança Nacional (UNE-GANA), com 22% dos votos. (ANSA)


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