Antes de instituir a moeda única no âmbito do Mercosul, a melhor estratégia seria o estabelecimento de compromissos austeros em termos de política fiscal e de controle da inflação entre Brasil e Argentina, estendendo numa segunda fase esses compromissos ao Uruguai e ao Paraguai. O programa seria proposto ao Chile numa terceira fase.
A tese foi defendida nesta quinta-feira pelo economista do BNDES, Fábio Giambiagi, durante o Seminário"Comércio Bilateral Argentina-Brasil - Oportunidades de Negócios", realizado pelo Centro Internacional de Negócios-CIN do Sistema Firjan e do Sebrae/RJ.
O economista analisou que a instituição de uma moeda única para o Mercosul tem uma série de vantagens, como a redução do custo de transação das moedas locais e redução dos riscos-país e região, além de representar um fato de atratividade para investimentos estrangeiros.
Citou o exemplo do euro, que está presente hoje em 12 países como moeda única e que será adotado em 2004 por mais 10 países, devendo atingir entre 24 e 28 países da Europa. Lembrou, por outro lado, que para chegar a esse estágio, a União Européia começou a ser discutida há quatro décadas, enquanto no Mercosul o assunto foi iniciado há 17 anos e os países se encontram numa fase de amadurecimento do projeto para avanços do mercado comum.
Moeda única no Mercosul só depois de ajustes fiscais, diz economista
Quinta, 13 de Novembro de 2003 às 21:00, por: CdB