Moeda europeia volta a cair e atinge cotação mais baixa em nove anos
Após declarações do presidente do BCE, Mario Draghi, sobre a política econômica para a zona do euro e diante de incertezas quanto ao futuro da Grécia, moeda europeia começa a semana em nova baixa.
Após declarações do presidente do BCE, Mario Draghi, sobre a política econômica para a zona do euro e diante de incertezas quanto ao futuro da Grécia, moeda europeia começa a semana em nova baixa.
O euro atingiu sua cotação mais baixa em nove anos nesta segunda-feira, diante de novas dúvidas quanto ao compromisso da Grécia com a zona do euro e da possibilidade de deflação no continente.
O euro caiu para 1,8605 dólar na abertura dos mercados asiáticos, seu valor mais baixo desde março de 2006. Na abertura dos mercados europeus, a moeda chegou a 1,1964 dólar, 0,3% abaixo da cotação da última sexta-feira.
O euro atingiu sua cotação mais baixa em nove anos nesta segunda-feira
Investidores estão apostando que o Banco Central Europeu (BCE) abrirá um programa de compra de títulos de governo, como fizeram os bancos centrais dos EUA, do Japão e do Reino Unido, influenciados por uma entrevista com o presidente do BCE, Mario Draghi, publicada no jornal financeiro alemão Handelsblatt na última sexta-feira.
Draghi disse ao jornal que o risco de que o banco não cumpra sua meta de inflação é maior do que era há seis meses. O presidente do BCE afirmou que preparativos para "eventuais medidas adicionais necessárias" estão em curso, e que a compra de títulos de governo faz parte do arsenal de ferramentas do banco. Economistas preveem que a inflação da zona do euro tenha retraído 0,1% em dezembro, o primeiro declínio registrado desde 2009.
O debate sobre a possibilidade de eleições no final de janeiro levarem à saída da Grécia da zona do euro também agitou os mercados nesta segunda-feira. No domingo, a revista alemã Der Spiegel noticiou que a chanceler federal alemã, Angela Merkel, estava disposta a aceitar que a Grécia deixasse a zona do euro caso os gregos escolham um governo que mude a política de austeridade vigente atualmente no país.
Na sequência, o vice-chanceler federal alemão, Sigmar Gabriel, declarou que o governo alemão quer a Grécia permaneça na zona do euro e que não há planos de contingência para o contrário.
Estabilização da zona do euro
O porta-voz da chanceler alemã, Angela Merkel, disse nesta segunda-feira que o governo alemão não mudou sua posição sobre a possibilidade de uma saída da Grécia da zona do euro, afirmando que a política alemã sempre foi a de estabilizar o bloco sem perder nenhum de seus membros.
- O objetivo tem sido de estabilizar a zona do euro com todos os seus membros, incluindo a Grécia - disse o porta-voz Steffen Seibert em entrevista coletiva, após uma revista semanal citar fontes alemãs que teriam afirmado que o bloco poderia suportar a saída da Grécia da zona do euro.
- Não há nenhuma mudança em nossa posição. Espero ter deixado isso claro - acrescentou Seibert.
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