Rio de Janeiro, 13 de Setembro de 2026

Moda de barba já atingiu seu auge, segundo pesquisa

A moda dos homens com barba, que rompeu as fronteiras da comunidade "hispter" para conquistar o rosto das celebridades internacionais, pode estar com os dias contados, revela uma nova pesquisa realizada na Austrália. Segundo o estudo, a tendência é cíclica e já atingiu seu auge.

Sexta, 18 de Abril de 2014 às 08:13, por: CdB
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Celebridades internacionais popularizaram visual barbado dos hipsters
A moda dos homens com barba, que rompeu as fronteiras da comunidade "hispter" para conquistar o rosto das celebridades internacionais, pode estar com os dias contados, revela uma nova pesquisa realizada na Austrália. Segundo o estudo, a tendência é cíclica e já atingiu seu auge. Por trás do eventual fim da moda, estaria o conceito de seleção natural proposto por Charles Darwin (1809-1882). À luz da teoria do naturalista britânico, os pesquisadores da Universidade de South Wales, no sudeste da Austrália, afirmam que, dada a imensa quantidade de "barbados", homens de "cara limpa" tendem a obter uma vantagem competitiva e, portanto, sobressair e se tornar, mais uma vez, dominantes. Nos últimos meses, inúmeros atores de Hollywood, de Zac Efron a George Clooney, abandonaram por completo o visual imberbe. O estudo foi publicado na revista científica Biology Letters. No experimento, os cientistas pediram a mulheres e homens para avaliar rostos diferentes com "quatro diferentes variações de barba". Tanto os barbados quanto os imberbes se tornam mais atraentes quando são raros em determinada comunidade. 'Seleção sexual' A tendência reflete um fenômeno evolutivo conhecido como "seleção sexual dependente da frequência negativa". Em outras palavras, quanto mais rara for uma característica, maior é sua chance de se tornar dominante. As cores brilhantes do barrigudinho (uma espécie de peixe), por exemplo, variam de acordo com essa lógica, que é determinada pelas mudanças nas preferências das fêmeas. Os cientistas decidiram, então, testar se a mesma hipótese funcionaria para os pelos faciais dos homens e, para isso, recrutaram voluntários em sua página no Facebook, o The Sex Lab. - Barbas grandes e espessas voltaram com força total. Pensamos, portanto, em entender esse fenômeno à luz da teoria da dependência da frequência negativa - afirmou Rob Brooks, um dos autores do estudo. - A ideia é que talvez as pessoas comecem a copiar o estilo de George Cloney e Joaquin Phoenix (ambos atores que adotaram o visual barbado), mas quando mais e mais pessoas seguem a tendência, o valor social dessa característica diminui. É por essa razão que acreditamos que já atingimos o "auge da barba - acrescentou ele. No último experimento, cientistas pediram a 1,453 mulheres e 213 homens para avaliar a atratividade de diferentes modelos de barba em rostos masculinos. Alguns receberam imagens de barbas que cobriam todo o rosto. Outros tiveram de avaliar caras limpas. Coube a um terceiro grupo classificar quatro variações – barbeado, barba rala, barba por fazer e barba cheia. Tanto mulheres quanto homens disseram considerar mais atrativos os rostos com barba cheia e por fazer quando essa característica era rara. A mesma lógica foi observada para os barbeados. Os pesquisadores concluíram, assim, que as preferências da dependência negativa da frequência podem contribuir para mudar a moda da barba. - Sabemos que a moda das barbas é cíclica - disse ele. - Há um estudo que avaliou fotos de homens de 1871 a 1972 na revistaIllustrated London News. Costeletas foram substituídas por bigodes e, mais tarde, barbas cheias. - Nos anos 70, por exemplo, era popular o bigode guidão. Na década de 80, os bigodes passaram a reproduzir o estilo de Thomas Magnum, da série Magnum PI. Já nos anos 90, os homens descartaram a barba por completo. Agora as barbas cheias estão de volta com força total. Barba e crise O boom recente pode ter tido origem na crise financeira de 2008, sugere Brooks. - Acho que uma das razões pelas quais as barbas voltaram a conquistar o público masculino é que vivemos tempos difíceis. - Como não está fácil arranjar trabalho, os homens, sobretudo os mais jovens, estão dedicando um tempo maior à aparência, pois isso pode ser um divisor de águas durante a contratação. Nesse sentido, alguns aspectos da masculinidade tendem a ser sobressaltados - presume o especialista. - Depois do crash da Bolsa de Nova York na década de 20, há uma evidência circunstancial de que as barbas voltaram com força - diz. - Acredito, portanto, que as condições econômicas possam ter precipitado o retorno da barba nos últimos anos. Brooks e sua equipe preveem fazer mais pesquisas com mais voluntários ainda na linha da percepção social dos diferentes tipos de barba.  
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