Mladic está com saúde frágil e não deve ser extraditado--filho
BELGRADO (Reuters) - O filho de Ratko Mladic disse nesta sexta-feira que a família acredita que o ex-general servo-bósnio não deve ser extraditado para enfrentar acusações de genocídio por conta de sua saúde frágil.
"Estamos quase certos de que ele não pode ser extraditado nessa condição", afirmou Darko Mladic, acrescentando que membros da família haviam se encontrado mais cedo com Ratko pela primeira vez em muitos anos.
Mladic foi entrevistado mais tarde por um juiz de investigação no tribunal especial para crimes de guerra de Belgrado, e deve ser extraditado para enfrentar acusações de genocídio no Tribunal Penal Internacional para a ex-Iugoslávia, em Haia.
"Ele está muito mal. Seu braço direito está metade paralisado. Seu lado direito está parcialmente entumecido", disse Darko Mladic.
Mladic recebeu algum tratamento, disse Darko. "Mas nós pedimos que ele seja transferido ao hospital militar e procuramos uma equipe médica independente da Rússia para acompanhar seu tratamento", afirmou.
"Ele nos reconheceu, ele está ciente de que está em detenção preventiva", afirmou Darko.
Ao ser perguntado como era ver seu pai depois de tantos anos, ele respondeu: "Imagine."
Ele não quis comentar sobre onde seu pai esteve na última década. "É a primeira vez que nos encontramos com ele."
Ele disse que um cardiologista e um neurologista haviam concordado em ir até Moscou para ajudá-lo com o tratamento de seu pai, mas acrescentou que isso dependia de obter a aprovação do tribunal.
Mladic, acusado de comandar o cerco de 43 meses à capital bósnia de Sarajevo e o massacre de 8 mil homens e meninos muçulmanos na cidade de Srebrenica em julho de 1995, foi encontrado na casa de fazenda de um primo, a cerca de 100 quilômetros de Belgrado.
(Reportagem de Aleksandar Vasovic)
Reuters