Rio de Janeiro, 01 de Outubro de 2026

Mito: Asteroide não extinguiu os dinossauros

A cratera de Chicxulub, no México, não levou à extinção em massa no fim do período Cretáceo, quando desapareceram os dinossauros. (Leia mais)

Segunda, 27 de Abril de 2009 às 08:42, por: CdB

A queda de um asteroide há 65 milhões de anos, responsável pela cratera de Chicxulub, no México, com 180 quilômetros de diâmetro, não levou à extinção em massa no fim do período Cretáceo, quando desapareceu uma enorme quantidade de espécies de plantas e animais, como os dinossauros.

Um estudo publicado nesta segunda-feira no Journal of the Geological Society, mostra que a queda do asteroide teria ocorrido 300 mil anos antes da extinção.

Elaborado a partir de análises em cortes de sedimentos rochosos, o estudo confirma que o impacto de Chicxulub e a extinção no fim do Cretáceo podem não ter qualquer relação.

 Os pesquisadores verificaram que entre 4 e 9 metros de sedimentos foram depositados a cerca de 2 ou 3 centímetros a cada mil anos após o impacto.

O nível da extinção em massa pode ser observado em sedimentos bem acima desse intervalo.

Defensores da teoria de Chicxulub apontam que a cratera e o evento de extinção aparecem distantes no registro sedimentar por conta de distúrbios provocados pelo terremoto ou por um tsunami resultante do impacto do asteroide.

O estudo verificou que os sedimentos que separam os dois eventos são característicos de sedimentação normal, sem evidência de distúrbios estruturais.

Os cientistas encontraram ainda evidências de que o impacto de Chicxulub não teve o efeito dramático na diversidade de espécies tal qual se estimava.

Em escavação na região de El Penon, os pesquisadores encontraram registros de 52 espécies em sedimentos abaixo da camada do período do impacto e as mesmas 52 em sedimentos acima, ou mais recentes.

Não foi encontrado sinal de uma única espécie que foi extinta como resultado do impacto de Chicxulub, segundo o estudo.

A extinção poderia ter sido causada por erupções vulcânicas massivas ocorridas na atual Índia. Os eventos teriam liberado enormes quantidades de gases e poeira que poderiam ter bloqueado grande parte da luz solar e causado efeito estufa de grande dimensão.

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