Representantes do setor sucroalcooleiro, governo e distribuidoras avaliaram que há oferta de etanol suficiente no mercado, não sendo necessária a redução de 25% para 18% na mistura de etanol anidro à gasolina no curto prazo. O país já importou este ano cerca de 400 milhões de litros de etanol para atender o consumo crescente do combustível e a escassez do produto no mercado interno.
Representantes do setor sucroalcooleiro, governo e distribuidoras avaliaram, em reunião realizada nesta quinta-feira, em Brasília, que há oferta de etanol suficiente no mercado, não sendo necessária a redução de 25% para 18% na mistura de etanol anidro à gasolina no curto prazo.
Reuniões quinzenais continuarão a ser realizadas para analisar dados de oferta e demanda de etanol. A próxima está marcada para o dia 25.
O país já importou este ano cerca de 400 milhões de litros de etanol para atender o consumo crescente do combustível e a escassez do produto no mercado interno, disse o presidente da Petrobras Biocombustível (PBio), Miguel Rossetto. De acordo com ele, as importações foram feitas pela maioria das grandes usinas.
Rossetto disse ainda que a PBio também importou etanol para suprir o mercado interno.
– Nós estamos importando também por meio da Guarani, da Nova Fronteira [empresas onde a subsidiária da Petrobras tem participação], e continuaremos a importar. Eu não sei precisar quanto, pois não tenho os dados aqui.
O presidente da PBio declarou que as importações de etanol, em função da tendência crescente do consumo, deverão ser ampliadas.
– O Brasil deverá ampliar estas importações até o final da safra e até para preparar para a chegada da entressafra.
No entanto, na opinião de Rossetto, esta situação não mudará a condição de país exportador do produto.
– É provável que o Brasil continue ainda sendo um exportador líquido de etanol.
Para o presidente da subsidiária da Petrobras, a estimativa é de o país exportar algo em torno de 2 bilhões de litros de etanol, e que tenha que importar para atender ao mercado menos de 1 bilhão de litros. Ele justificou as importações não só para suprir a escassez do produto no mercado interno, como necessárias para atender a contratos de longo prazo, já definidos.
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