Missão parlamentar brasileira faz nova tentativa de entrar na Líbia
Os deputados Brizola Neto (PDT-RJ)) e Protógenes Queiroz (PCdoB-SP) realizam novas tentativas, nas próximas horas, para verificar de perto a crise na Líbia que já dura cinco meses.
Os deputados Brizola Neto (PDT-RJ)) e Protógenes Queiroz (PCdoB-SP) realizam novas tentativas, nas próximas horas, para verificar de perto a crise na Líbia que já dura cinco meses. Os parlamentares, por meio de seus blogs, informaram que os bombardeios e a insegurança os impedem de passar pela fronteira da Tunísia, onde estão, rumo à Líbia.
Nesta quinta-feira, diz Protógenes neto no Twitter, vou a Djerba, na Tunísia, fronteira com a Líbia, para continuar os encontros com representantes dos dois lados em busca de um diálogo entre as partes. Brizola Neto optou por publicar nota de repúdio à violência dos ataques registrados na Líbia.
- Nós , integrantes da delegação brasileira que tem como missão ir à Líbia conhecer de perto a situação no país do Norte da África, que está sendo vítima de bombardeios diários, queremos manifestar nosso repúdio às recentes ações aéreas da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) a vilarejos da cidade de Zhaltan, disse Brizola Neto, no blog.
Ele e Protógenes viajaram a convite da organização não governamental (ONG) Fact Finding Commision on the Current Events in Lybia. A ONG tem o objetivo de investigar e fiscalizar as irregularidades cometidas nos territórios em conflito na região. Protógenes se queixa dos bombardeios, que atribuiu à Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), conta que conversou com o diplomata Márcio Augusto dos Anjos, da Embaixada do Brasil na Líbia, e também com integrantes da oposição ao líder líbio, Muammar Gaddafi.
Na nota de repúdio, publicada por Brizola Neto, ele acusa a Otan de cometer excessos. - De antemão, fica possível atestar que a Otan está extrapolando os princípios e objetivos de sua atuação em território líbio, disse ele. - Entendemos que a única forma de acabar com a crise enfrentada pela Líbia é a realização de um plebiscito, sob a supervisão da Organização das Nações Unidas (ONU), para que o povo decida o regime de sua preferência.
Desde março, a crise está instaurada na Líbia. Manifestantes protestam pedindo a renúncia do presidente Muammar Gaddafi, há 42 anos no poder. Porém, o líder resiste. A situação se agravou com a decisão da Otan de instaurar uma área de exclusão aérea na região. Embates entre as forças de segurança do governo Gaddafi, integrantes da oposição e da Otan são diários.
Cerco
Presidente do Conselho Nacional de Transição da Líbia, órgão político da oposição com sede na cidade de Benghazi (no Leste), Mustapha Abdeljalil, disse nesta quinta-feira que o cerco se fecha em torno da capital do país, Trípoli. Segundo ele, a oposição teme um massacre em Trípoli por causa da resistência do presidente líbio, Muammar Gaddafi, em deixar o poder.
– O cerco se fecha em torno de Trípoli a partir das montanhas do Ocidente, em Sorman, em Zawiyah e no lado Leste da capital disse Abdeljalil. Perguntado sobre os confrontos em Trípoli, Abdeljalil acrescentou que teme uma verdadeira matança devido ao comportamento de Gaddafi.
Abdeljalil disse que espera comemorar o Eid Al Fitr - festa que assinala o fim do jejum muçulmano do Ramadã no final deste mês - em Trípoli. Segundo ele, a oposição mantém como requisito para as negociações a renúncia de Gaddafi e a saída dos filhos dele do poder. O presidente do Conselho Nacional de Transição da Líbia desmentiu a possibilidade de negociar com o governo Gaddafi sem que ele renuncie, mesmo que sejam feitas aproximações indiretas.
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