Uma missão francesa, integrada por médicos e profissionais de saúde, chegou à Colômbia nesta quinta-feira, em uma missão para tentar cuidar de Ingrid Betancourt, política franco-colombiana mantida refém pela guerrilha há seis anos, disse uma autoridade militar. A aeronave chegou cedo à base áerea militar na capital, Bogotá, segundo uma autoridade da força aérea.
De acordo com informes das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), Betancourt, ex-candidata à Presidência da Colômbia, está com a saúde bastante debilitada. Ela é a pessoa mais importante mantida refém. Não ficou claro se os líderes rebeldes aprovaram a missão médica, mas o presidente colombiano, Alvaro Uribe, disse que vai suspender todas as atividades militares na área, assim que a equipe tiver as coordenadas do local onde pode desempenhar sua função.
A libertação de Betancourt, sequestrada durante um bloqueio que as Farc fizeram numa estrada em fevereiro de 2002, tem sido prioridade na política externa do presidente francês Nicolas Sarkozy. As Farc também mantém refém três norte-americanas capturados em 2003, além de dezenas de soldados e autoridades policiais. As Farc têm sido enfraquecidas pela forte repressão realizada pelo governo Urine, que tem apoio dos Estados Unidos, e a violência do confronto que já dura quatro décadas diminuiu com a guerrilha sendo forçada a se refugiar em áreas mais remotas,
As tentativas de chegar a um acordo pela libertação de 40 reféns em troca de rebeldes presos foram completamente paralisadas devido à recusa de Uribe em recuar as tropas, exigência que as Farc fazem para facilitar o diálogo. Os reféns libertados nos últimos meses dizem que Betancourt está seriamente doente. Um vídeo lançado no ano passado mostra a franco-colombiana sentada, magra e desanimada, em um esconderijo das Farc na selva.