O objetivo da visita é reunir esforços para melhorar a segurança e a economia do país caribenho. Trata-se da primeira visita do conselho ao Haiti - uma indicação de como o país continua instável mais de um ano depois da queda do presidente Jean-Bertrand Aristide.
Mesmo com a presença de mais de 7,5 mil soldados da ONU, liderados pelo Brasil, gangues armadas continuam aterrorizando as ruas, a economia do Haiti encontra-se aruinada e o suprimento de comida é bastante difícil.
"A situação no país é precária. Os níveis de desemprego são inimagináveis para qualquer lugar. Cerca de 85% dos haitianos estão desempregados. Isso só aumenta a gravidade e o perigo da situação", disse Sardenberg à BBC Brasil, nesta terça-feira, em Nova York.
O embaixador ressaltou a necessidade de um projeto a longo prazo para o desenvolvimento do Haiti - como o que já foi aprovado pelo Conselho de Segurança da ONU.
Juntamente com questões como segurança, desarmamento e direitos humanos, o Conselho de Segurança também vai tentar encontrar formas de criar um plano de desenvolvimento econômico para o país.
Até agora, menos de 20% do dinheiro prometido por doadores no ano passado chegou ao país.
Recentemente, um enviado da ONU ao país declarou que, sem essa ajuda, o Haiti enfrentaria a destruição.
O mandato de seis meses da Missão de Estabilização da ONU no Haiti (Minustah) vence no fim de maio.
Segundo Sardenberg, pela primeira vez o conselho vem mostrando um interesse político na região.