A missão da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) – órgão da ONU - concluiu que as atividades da mina de urânio das Indústrias Nucleares do Brasil, em Caetité (BA), atendem a todos os requisitos de segurança e que não provocam nenhum impacto significativo ao meio-ambiente da região.
Segundo os especialistas, a unidade de produção é bem projetada, bem mantida, segura e eficiente.
– A INB pode se orgulhar da operação que realiza, em Caetité –, afirmou o chefe da missão, Peter Waggitt, da Austrália, que é especialista em gerenciamento de resíduos.
Segundo Peter Waggitt, a gestão de resíduos radioativos é muito bem conduzida e existe, na empresa, um espírito de cooperação e uma cultura de segurança que são muito importantes para a eficiência operacional da usina.
– A unidade de mineração, além de ser um lugar bonito para ser visitado é também um local limpo, bem cuidado –, disse.
De acordo com ele, a INB tem uma boa prática no tratamento de rejeitos e elogiou a utilização de sementes de plantas nativas na revegetação imediata do solo minerado.
Para os especialistas, um dos maiores desafios para a INB, no futuro, será o bom desenvolvimento da lavra subterrânea, a primeira desse tipo no Brasil. Para isso, recomendaram intensificar as atividades de planejamento e de monitoramento, já que as condições da mineração no subsolo estão sujeitas a muitas mudanças.
O presidente da INB, Alfredo Tranjan, definiu a relevância da avaliação feita pela AIEA.
– Essa missão acontece num momento importante, porque houve a retomada do Programa Nuclear Brasileiro. Isso recrudesceu o movimento anti-nuclear, daí a necessidade que temos de fazer investimentos cada vez maiores para esclarecer o público sobre as nossas atividades –, afirmou.
A missão foi solicitada em março de 2009. Durante esse período, o grupo, formado por especialistas do Canadá, da República Tcheca, França e Austrália, estiveram coletando dados e informações para realizar a visita, que teve a duração de dez dias. A conclusão detalhada será entregue daqui a dez meses.