Rio de Janeiro, 09 de Setembro de 2026

Missão da ONU conclui que atividades da INB são seguras

Sexta, 05 de Fevereiro de 2010 às 09:19, por: CdB

A missão da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) – órgão da ONU - concluiu que as atividades da mina de urânio das Indústrias Nucleares do Brasil, em Caetité (BA), atendem a todos os requisitos de segurança e que não provocam nenhum impacto significativo ao meio-ambiente da região.

Segundo os especialistas, a unidade de produção é bem projetada, bem mantida, segura e eficiente.

– A INB pode se orgulhar da operação que realiza, em Caetité –, afirmou o chefe da missão, Peter Waggitt, da Austrália, que é especialista em gerenciamento de resíduos.

Segundo Peter Waggitt, a gestão de resíduos radioativos é muito bem conduzida e existe, na empresa, um espírito de cooperação e uma cultura de segurança que são muito importantes para a eficiência operacional da usina.

– A unidade de mineração, além de ser um lugar bonito para ser visitado é também um local limpo, bem cuidado –, disse.

De acordo com ele, a INB tem uma boa prática no tratamento de rejeitos e elogiou a utilização de sementes de plantas nativas na revegetação imediata do solo minerado.

Para os especialistas, um dos maiores desafios para a INB, no futuro, será o bom desenvolvimento da lavra subterrânea, a primeira desse tipo no Brasil. Para isso, recomendaram intensificar as atividades de planejamento e de monitoramento, já que as condições da mineração no subsolo estão sujeitas a muitas mudanças.

O presidente da INB, Alfredo Tranjan, definiu a relevância da avaliação feita pela AIEA.

– Essa missão acontece num momento importante, porque houve a retomada do Programa Nuclear Brasileiro. Isso recrudesceu o movimento anti-nuclear, daí a necessidade que temos de fazer investimentos cada vez maiores para esclarecer o público sobre as nossas atividades –, afirmou.

A missão foi solicitada em março de 2009. Durante esse período, o grupo, formado por especialistas do Canadá, da República Tcheca, França e Austrália,  estiveram coletando dados e informações para realizar a visita, que teve a duração de dez dias. A conclusão detalhada será entregue daqui a dez meses.

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