Rio de Janeiro, 13 de Maio de 2026

Missão brasileira vai a Londres para investigar caso Jean

Com o objetivo de buscar maiores esclarecimentos sobre as investigações e circunstâncias da morte do mineiro Jean Charles de Menezes, ocorrida em Londres em 22 de julho, uma missão designada pelo governo brasileiro chegou nesta segunda-feira à capital britânica. (Leia Mais)

Segunda, 22 de Agosto de 2005 às 05:48, por: CdB

Com o objetivo de buscar maiores esclarecimentos sobre as investigações e circunstâncias da morte do mineiro Jean Charles de Menezes, ocorrida em Londres em 22 de julho, uma missão designada pelo governo brasileiro chegou nesta segunda-feira à capital britânica. 

O grupo é composto pelo subprocurador-geral da República e corregedor-geral do Ministério Público Federal, Wagner Gonçalves, e pelo diretor-adjunto do Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional, do Ministério da Justiça, Márcio Pereira Pinto Garcia. Ainda esta semana eles devem se encontrar com representantes da Comissão Independente sobre Queixas contra a Polícia (IPCC) e da Polícia Metropolitana de Londres, entre outras autoridades.

Jean Charles de Menezes foi morto pela polícia britânica em uma estação de trem, em Londres ao ser confundido com um terrorista envolvido em ataques a Londres.

O comissário da Scotland Yard, Ian Blair, afirmou em sua primeira declaração à imprensa após o ocorrido que o jovem brasileiro tinha fugido da polícia e desobedecido às advertências dos agentes, que chegaram a pedir para que ele parasse, após entrar na estação de metrô de Stockwell, em Londres.

Documentos da investigação que vazaram na imprensa londrina na semana passada diziam, entretanto, que o jovem "entrou tranqüilamente" no metrô e se sentou em um vagão, antes de ser morto por policiais.

Jean Charles levou oito tiros a queima-roupa - sete na cabeça e um no ombro, quando estava sentado em um vagão, já dentro do metrô. Ele se dirigia ao trabalho.

A família de Jean Charles pediu a renúncia do comissário da Scotland Yard, que recebeu o apoio do governo, enquanto membros da organização "Justiça para Jean" marcaram uma manifestarão para a tarde desta segunda-feira em frente à casa do primeiro-ministro Tony Blair,que mora em Londres, para reivindicar uma investigação pública dos atos.

Tags:
Edições digital e impressa