A miss universo Natalie Glebova fez exame de HIV em um hospital de Johanesburgo na terça-feira e disse esperar que sua fama convença outras pessoas a fazer o mesmo. Perfeitamente arrumada, com salto alto, terninho branco e top decotado, e sorrindo muito, a canadense de origem russa disse querer utilizar o tempo em que será a miss mais famosa do mundo para conscientizar a população da epidemidemia da aids e combater o estigma que cerca a doença.
- Acho que o fato de eu ter feito o exame publicamente terá grande repercussão - disse Glebova, que tem 23 anos e faz palestras de motivação.
A África do Sul tem mais pessoas contaminadas pelo HIV do que qualquer outro país do mundo: 5 milhões de soropositivos. O medo que cerca a doença muitas vezes é tão profundo que o fato de revelar publicamente que se tem o HIV leva o soropositivo a ser socialmente rejeitado e, às vezes, a tornar-se alvo de ataques violentos.
O país é a primeira parada da Miss Universo em sua viagem mundial como embaixadora do combate à aids. Na África do Sul, Glebova também vai visitar clínicas em favelas urbanas e aldeias da zona rural.
Glebova disse que, até ser coroada Miss Universo, em maio, sabia pouco sobre a aids. Ela também vai visitar a pequena Suazilândia, que possui um dos mais altos índices mundiais de contaminação por HIV: quase 40% dos adultos no país são soropositivos.
Os pacientes de um hospital em Johanesburgo pareciam não entender o que estava acontecendo quando Glebova, de salto alto e muito mais alta do que eles, posou para as câmeras, enquanto uma enfermeira retirava sangue de seu dedo para um exame simples.
A Miss Universo disse que estaria disposta a divulgar publicamente o resultado de seu exame, mas os funcionários da clínica disseram que não têm o direito legal de divulgar os resultados de exames.