Na avaliação do ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão, Paulo Bernardo, a correção da tabela do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) não vai prejudicar as finanças do governo, que deixará de arrecadar cerca de R$ 400 milhões em 2007.O governo e os parlamentares da Comissão Mista de Orçamento fecharam um acordo nesta quarta-feira à noite para reajustar a tabela em 3% no ano que vem e em mais 3 % em 2008.
Segundo Bernardo, o governo estuda medidas para desonerar impostos em setores pontuais da economia brasileira, o que dará estímulo ao crescimento e, por conseqüência, aumentará a arrecadação. Para o ministro, a desobstrução da economia resultará em crescimento, o que ajudará a fechar as contas em 2007.Além da correção da tabela do IRPF, ele citou como exemplos a diminuição da carga tributária para a construção civil e a queda no imposto de bens de capitais (máquinas, equipamentos).
- Estamos fazendo esses estudos de maneira cuidadosa, apostando no seguinte: vamos tirar um pouco desses tributos, mas vamos estimular o crescimento da economia. E todo mundo sabe que, quando a economia cresce, nós arrecadamos mais -, ressaltou.
Em seguida, o ministro detalhou a intenção do governo.
- Proporcionalmente ao Produto Interno Bruto (PIB, a soma de todas as riquezas do país), vamos ter uma diminuição, mas é bom que isso aconteça, pois a carga tributária é realmente muito alta -, ponderou.
- Porém, do ponto de vista dos valores, acho que vamos manter e até aumentar a receita, porque se a economia estiver crescendo, arrecadaremos mais. É uma forma mais sadia de arrecadar do que simplesmente aumentar impostos -, completou Bernardo.
Minstro diz que correção na tabela do IR não afetará finanças
Quinta, 30 de Novembro de 2006 às 15:32, por: CdB