O Partido da Frente Liberal (PFL) fez um alerta ao governo, nesta segunda-feira, para que não conte com os seus parlamentares para a aprovar o Orçamento da União de 2006. Para dirigentes da legenda, cabe ao governo mobilizar sua base para a votação.
- Está atrasada (a votação) porque a maioria, que é do governo, não se mobilizou - afirmou o deputado Rodrigo Maia (PFL-RJ), líder do partido na Câmara.
Maia considera "muito difícil" que a votação ocorra até quinta-feira, último dia antes do recesso parlamentar e data-limite para a apreciação do projeto orçamentário do ano que vem. Sem a convocação extraordinária do Congresso, rejeitada pelo governo, a votação ficaria para meados de fevereiro. Com isso, o Executivo ficaria impedido de executar a maioria dos gastos.
- Querer aprovar o Orçamento com o acordo da oposição não. Eles que façam um esforço e peçam aos mensalistas para estarem presentes e assim eles vão conseguir aprovar o Orçamento - disse o senador Jorge Bornhausen (SC), presidente do PFL, referindo-se ao escândalo do mensalão.
Os dois pefelistas compareceram em São Paulo ao lançamento de livro de Claudio Lembo, vice-governador do Estado pela legenda. O partido afirma ainda que não pode ser culpado, como quer o governo, se o Orçamento não for votado nos últimos dias do ano.
- Não podemos aprovar a peça orçamentária de qualquer jeito, sem cumprir a legislação e o regimento da Casa - diz Rodrigo Maia.
Ele alerta ainda que o partido não fará acordo para aprovar o projeto.