Rio de Janeiro, 07 de Setembro de 2026

Ministros vão à Moscou discutir revisão das cotas de exportação de carne

Sábado, 17 de Janeiro de 2004 às 11:59, por: CdB

A revisão de cotas de exportação de carnes bovina, suína e de frango do Brasil para a Rússia e mudanças no sistema russo de tarifas para a importação de açúcar são os principais objetivos da missão brasileira, integrada pelos ministros da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Roberto Rodrigues, e do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Luiz Fernando Furlan, que viajam neste sábado para Moscou, acompanhados de representantes das cadeias produtivas do agronegócio.

Segundo o ministro Roberto Rodrigues, a missão representa "uma nova ofensiva para ampliar a participação dos produtos agropecuários brasileiros no mercado russo". No encontro com os ministros da Agricultura, Alexei V. Gordeev, e de Negócios Estrangeiros, Igor Ivanov, previsto para terça-feira (20), Roberto Rodrigues e Luiz Fernando Furlan ressaltarão a preocupação do governo brasileiro com as cotas de importação de carnes adotadas pela Rússia.

Pelos critérios estabelecidos pelo governo russo, o Brasil terá que disputar com outros fornecedores internacionais cotas de exportação de 179,5 mil toneladas para carne suína (somente o ano passado o Brasil exportou 313,9 mil toneladas do produto para a Rússia, o equivalente a US$ 351,6 milhões), de 68 mil toneladas para frango e de 68 mil toneladas para carne bovina.

- A decisão russa de fixar cotas é prejudicial ao agronegócio e não condiz com o nosso potencial exportador. Por isso, vamos insistir para que a Rússia reveja o seu sistema de cotas de importação para o complexo carnes brasileiro - antecipou o ministro Roberto Rodrigues.

Se isso não for possível, ele espera que a Rússia leve em conta que o Brasil é um grande fornecedor de suínos para aquele mercado e estabeleça um volume maior de importação "condizente com a capacidade de exportação brasileira".

Durante as audiências com as autoridades russas, Roberto Rodrigues e Luiz Fernando Furlan também discutirão a troca do sistema de cotas pelo de tarifas para o açúcar brasileiro exportado para aquele mercado, uma vez que o Brasil quer se certificar de que o novo modelo de negociação não trará prejuízos para o comércio de açúcar nacional, pois atualmente a Rússia importa entre quatro e seis milhões de toneladas por ano de açúcar.

A pauta da missão brasileira inclui, também, a abertura do mercado russo para mel, sucos e especiarias.

- Nossa intenção é criar condições para promover uma maior aproximação entre os exportadores brasileiros de diferentes setores e os importadores russos, para intensificar os negócios entre eles - disse o ministro Roberto Rodrigues.

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