Ministros da Energia de 20 países reuniram-se, nesta terça-feira em Londres, para discutir formas de combater o aquecimento global por meio da tecnologia e de convencer os grandes poluidores mundiais - Estados Unidos, China e Índia - a se unirem a esta luta. A cúpula reúne ministros do G8 (grupo dos países industrializados mais ricos) e grandes nações em desenvolvimento, inclusive China e Índia.
- É imperativo que encontremos novas formas de cooperar e desenvolver uma compreensão conjunta de como o mundo pode reagir às alterações climáticas - disse a secretária britânica de Meio Ambiente, Alimentação e Assuntos Rurais, Margaret Beckett.
É a primeira reunião desse tipo desde a cúpula do G8, em julho, que enfatizou a importância de tecnologias que não agridam o clima, como o carvão "limpo" e as fontes renováveis, em detrimento de tratados internacionais de cumprimento obrigatório. Os Estados Unidos não aderiram ao Protocolo de Kyoto, um documento da Organização das Nações Unidas (ONU) contra o aquecimento global, e esse tratado não abrange países em desenvolvimento, cujas emissões de dióxido de carbono crescem no mesmo ritmo acelerado de suas economias.
- O que (o primeiro-ministro britânico, Tony Blair), está tentando obter com isto é um consenso sobre como avançaremos além de Kyoto - disse um porta-voz do governo britânico nesta semana.
As emissões mundiais de dióxido de carbono devem crescer 60% até 2030, especialmente por causa da poluição nos países em desenvolvimento. Muitos cientistas dizem que os gases do efeito estufa, como o dióxido de carbono, geram o aquecimento global. Os violentos furacões deste ano nos EUA e a seca da Amazônia poderiam ser motivados por este fenômeno.
A Agência Internacional de Energia, que fiscaliza o assunto nos países industrializados, pediu medidas urgentes contra as emissões de gases do efeito estufa, dos quais 80% são originários da produção de energia. A União Européia lançou neste ano um esquema de comércio de emissões de carbono. Por exemplo, uma empresa que esteja acima do nível máximo de emissões poderia comprar quotas de CO2 de um país que não polua muito. Em breve, esse esquema deve incluir também a indústria da aviação.
Na Grã-Bretanha, as emissões de carbono voltaram a crescer nos últimos anos, depois de uma queda na década passada, quando o país substituiu seus antigos geradores a carvão por usinas a gás. Os britânicos devem atingir a meta prevista para si no Protocolo de Kyoto, mas devem ficar aquém das suas próprias metas domésticas, mais ambiciosas.