Foram cerca de duas horas e meia de reunião no Palácio do Itamaraty, em Brasília, mas o governo federal, ao final, manteve o mistério sobre a reforma ministerial. O secretário-geral da Presidência, Luiz Dulci, negou que o tema tenha sido tratado no encontro, do qual participou junto com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e os ministros da Casa Civil, José Dirceu, da Secretaria de Comunicação de Governo, Luiz Gushiken, e da Fazenda, Antonio Palocci.
"Eu já disse que é um assunto da alçada exclusiva do presidente da República", afirmou Dulci ao asssitir a entrega do Prêmio Notre Dame 2003 ao ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Tanto José Dirceu quanto Antônio Palocci, deixaram o Itamaraty sem falar com a imprensa.
Pela manhã, o ministros das Comunicações, Miro Teixeira, também se reuniu com Lula.E também se recusou a falar sobre mudanças no ministério.
A expectativa é de que o anúncio das mudanças seja feito antes da viagem de Lula ao México, marcada para a próxima segunda-feira. Miro Teixeira está cotado para deixar o Ministério das Comunicações, dando lugar ao deputado federal Eunício Oliveira (PMBD-CE). O parlamentar pernambucano inclusive interrompeu uma viagem que fazia pelo exterior para voltar a Brasília.
Outro nome dado como certo no novo ministério é o do deputado Eduardo Campos (PSB-PE), que substituiria Roberto Amaral no Ministério de Ciência e Tecnologia, mas manteria a pasta nas mãos do PSB. Além da entrada de peemedebistas no governo, a política de manter alguns ministérios com os mesmos partidos que os comandam atualmente ocorreria em outras pastas. ; reforma deve trocar nomes em algumas ministérios, , sem que para isso os
Hoje, Lula já começou despachos com assessores no Palácio do Planalto. Ás 18h, está marcada a cerimônia de entrega do Prêmio Notre Dame 2003 no Palácio do Itamaraty. Lula recebe o prêmio junto com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, pelo processo de transição realizado entre o final de outubro e dezembro de 2002.
A expectativa para a semana também é grande por outro motivo: Lula ainda não convocou oficialmente o Congresso Nacional em janeiro. No final do ano passado, ao anunciar que o Congresso Nacional seria convocado de 20 de janeiro a 14 de fevereiro, o líder do governo no Senado, Aloizio Mercadante (PT-SP) afirmou que seria o próprio presidente Lula o responsável pela convocação, mas até agora Lula não a assinou formalmente. Enquanto isso, apenas a comissão representativa do Congresso funciona, mas hoje pela manhã nem mesmo os membros que a integram foram encontrados na capital federal.
A convocação tem como objetivo principal garantir a aprovação da PEC paralela da reforma da Previdência e custará mais de R$ 15 milhões para os cofres públicos, somente com o pagamento de dois salários extras para cada um dos 594 parlamentares. Isso sem contar os gastos com manutenção das duas Casas, pagamentos de alguns funcionários e do auxílio-paletó aos deputados e senadores.
Para amanhã está prevista uma reunião ministerial que vai definir estratégias para estimular a criação de empregos em 2004. A expectativa em Brasília é de que seja realizada uma nova reunião ministerial no final desta semana ou no início da próxima, já com integrantes do PMDB no primeiro escalão do governo.