Ministros Gilson Dipp e Laurita Vaz tomam posse no TSE e Nancy Andrighi é a nova corregedora-geral
Os ministros Gilson Dipp e Laurita Vaz, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), tomaram posse como membros efetivo e suplente, respectivamente, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na noite passada. O ministro Ricardo Lewandowksi, presidente da Corte eleitoral, presidiu a sessão, da qual também participaram o presidente do STJ, ministro Ari Pargendler, o presidente do Congresso Nacional, senador José Sarney (PMDB-AP), e os demais integrantes do TSE.
Os ministros Gilson Dipp e Laurita Vaz, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), tomaram posse como membros efetivo e suplente, respectivamente, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na noite passada. O ministro Ricardo Lewandowksi, presidente da Corte eleitoral, presidiu a sessão, da qual também participaram o presidente do STJ, ministro Ari Pargendler, o presidente do Congresso Nacional, senador José Sarney (PMDB-AP), e os demais integrantes do TSE.
Para o ministro Gilson Dipp, é uma grande honra participar de uma Justiça Eleitoral que tem credibilidade em todo o mundo.
– Hoje, a Justiça Eleitoral brasileira é reconhecida, mundialmente, pela sua agilidade, sua transparência e sua credibilidade. E não é por nada que o cidadão brasileiro confia na Justiça Eleitoral, confia na proclamação dos resultados, tem orgulho da rapidez da apuração dos pleitos e a transparência devida. Os desafios são aqueles que virão, financiamento de campanha, aplicação da Lei da Ficha Limpa, e eu estou disposto a colaborar com a experiência que trago do STJ e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) – disse.
Ao tomar posse no cargo de suplente, a ministra Laurita Vaz destacou que ser integrante do TSE é um novo desafio que tem pela frente. A sua expectativa é a de poder contribuir e, ao mesmo tempo, aprender.
– Mesmo como suplente, acredito que terei a oportunidade de aprender bastante e, também, dar a minha contribuição – afirmou.
Questionada sobre o impacto da reforma política na Justiça Eleitoral, a ministra disse que a Justiça está sempre preparada para apreciar esses temas na medida que a sociedade espera. De acordo com o ministro Ari Pargendler, é um grande privilégio para o TSE contar com a contribuição desses dois grandes e experientes juízes.
– O ministro Dipp veio da advocacia para a magistratura, no Tribunal Regional Federal da 4ª Região. De lá para o nosso Tribunal e, ao longo deste tempo que lá está, vem cumprindo as suas funções com a maior proficiência. Não se pode dizer menos da ministra Laurita Vaz. Ela foi membro do Ministério Público do Estado de Goiás. Depois, por meio de concurso público, passou para o Ministério Público Federal e, destacando-se nas suas funções, foi escolhida para integrar o STJ – afirmou.
Eleição
Na mesma sessão, a ministra Nancy Andrighi, que ocupa a outra vaga do TSE destinada a membros do STJ, foi eleita para desempenhar a função de corregedora-geral da Justiça Eleitoral. O cargo antes era exercido pelo ministro Hamilton Carvalhido, que se aposentou nessa segunda-feira. É a primeira vez que uma mulher assume a função.
Estiveram presentes, ainda, ministros do STJ, o advogado-geral da União, Luiz Inácio Adams, os presidentes do Tribunal Superior do Trabalho, ministro João Oreste Dalazen, do Tribunal de Contas da União, ministro Benjamin Zymler, e do Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal, desembargador João de Assis Mariosi, entre outras autoridades dos Poderes Judiciário, Executivo e Legislativo.
Quem é quem
Formado pela Faculdade de Direito da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Gilson Dipp foi advogado e membro do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) antes de chegar ao STJ em 1998, onde integra a Corte Especial, a Terceira Seção e a Quinta Turma. É professor, atualmente licenciado, na Faculdade de Direito da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul. Entre 2008 e 2010, ocupou o cargo de corregedor nacional de Justiça.
Ministra do STJ desde outubro de 1999, Nancy Andrighi começou na magistratura em seu estado natal, o Rio Grande do Sul, de onde saiu para disputar uma vaga na Justiça do Distrito Federal, até galgar ao Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT), onde atuou de 1992 a 1999. Foi coordenadora da implantação e funcionamento dos Juizados Especiais Cíveis e Criminais no Distrito Federal, em 1996, e dos trabalhos de reforma do Código de Processo Civil de Moçambique – África, em 1997. Integra o STJ desde 27 de outubro de 1999, atuando na Terceira Turma e na Segunda Seção, órgãos que presidiu, e na Corte Especial.
Nascida em Anicuns e criada em Trindade, ambos municípios goianos, a ministra Laurita Vaz foi promotora de Justiça em Goiás (1978 a 1984), procuradora da República (1984 a 1989), procuradora regional da República (1993), presidente do Conselho Penitenciário do Distrito Federal (1995 a 1997) e subprocuradora-geral da República (2000). Atua no STJ desde junho de 2001, integrando a Quinta Turma, a Terceira Seção e a Corte Especial de Justiça.
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