A explosão de uma mina no povoado de Sopoore, no norte do Estado indiano de Caxemira, deixou onze mortos. Quase que o atentado atinge o ministro do Desenvolvimento Rural, Peerzada Mohammed Sayeed, e o ministro de Estradas e Habitação, Ghulam Ahmed Mir. Seis policiais que escoltavam a comitiva ficaram feridos.
Sete militantes islamitas morreram na madrugada deste domingo em três enfrentamentos distintos com as forças de segurança nos distritos de Anantnag e Pulwama, no sul do Estado e Baramula (norte), segundo um porta-voz da polícia.
Em Baramula, um civil também morreu numa troca de tiros, enquanto que no povoado de Tran, sul, outro civil foi executado a balas por supostos militantes. Um integrante de uma equipe policial especialista em explosivos morreu e outro policial ficou ferido quando tentavam desativar uma bomba neste domingo, no distrito de Udampur, também no sul.
A polícia responsabilizou os militantes pelo assassinato de uma idosa muçulmana em Doda (sul). Os rebeldes geralmente atacam pessoas consideradas suspeitas de colaborar com as autoridades.
A violência na Caxemira continua apesar de um processo de paz em andamento há 18 meses entre a Índia e Paquistão. A região está dividida entre as duas potências nucleares, mas ambas reivindicam sua soberania sobre a totalidade do território. A rebelião contra as autoridades indianas já deixou mais de 44 mil mortos desde 1989, segundo cifras oficiais, apesar de os separatistas afirmarem que a cifra real chega ao dobro.