O novo presidente da Câmara dos Deputados, Severino Cavalcanti (PP-PE), chamou para si a responsabilidade de negociar mudanças na Medida Provisória 232, que elevou a cobrança de impostos para empresas prestadoras de serviços. Na tarde de hoje, Cavalcanti acompanhou os líderes partidários da base aliada para reunião com os ministros da Fazenda, Antonio Palocci, e da Coordenação Política, Aldo Rebelo, no Palácio do Planalto. Mais tarde, promoveu em seu gabinete na Câmara o encontro dos ministros com empresários e sindicalistas para discutir os pontos polêmicos da MP.
- A minha missão é exatamente essa: eu quero a união, uma luta que os empresários estavam travando e não tinham condições de falar com o governo. O primeiro ato do deputado Severino Cavalcanti como presidente da Casa foi de conciliação. A discussão chegou em minhas mãos agora - disse o presidente da Câmara.
A iniciativa arrancou elogios dos ministros Palocci e Aldo Rebelo.
- Eu queria agradecer ao presidente Severino Cavalcanti, que não só me convidou, mas foi me buscar no Palácio juntamente com o ministro Aldo. Eu o conheço desde que tive o privilégio de ter um votinho aqui nessa Casa há alguns anos, e sei da sua generosidade - disse o ministro da Fazenda.
Aldo Rebelo afirmou que o presidente da Câmara "cumpriu o seu papel de estadista". Na opinião do ministro da Coordenação Política, Cavalcanti se tornou um fator de equilíbrio para a sociedade dentro da Câmara.
- O país sai ganhando, porque todos estão em torno da negociação, das concessões que devem ser feitas para que as coisas possam avançar no país. Severino está de parabéns pela iniciativa e pela condução desse processo de negociação, que é difícil e precisa do equilíbrio e da sabedoria política daqueles que compreendem as necessidades do Brasil - enfatizou o ministro.
Já Severino Cavalcanti também não poupou elogios à disposição do ministro da Fazenda de dialogar dentro e fora do Congresso Nacional. E ressaltou:
- O ministro Palocci enfrentou todos os empresários que achavam que ele iria tomar uma medida ditatorial. Ele é um democrata, e vai aceitar todas as ponderações da Federação das Indústrias, do Comércio, e de todos aqueles que produzem. O Palocci não é inimigo de ninguém. Ele só quer fazer o bem.
Ministros elogiam atitude do novo presidente da Câmara
Terça, 22 de Fevereiro de 2005 às 18:56, por: CdB