Os ministros da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, da Defesa, José Viegas, e da Coordenação Política, Aldo Rebelo, se reúnem na manhã desta segunda-feira, no Palácio Guanabara, com a governadora Rosinha Garotinho. O objetivo do encontro é decidir os detalhes das ações das Forças Armadas no combate ao crime organizado no Rio.
No domingo, Viegas procurou deixar claro que a presença das tropas federais no Rio não representa intervenção no Estado. O Comando Militar do Leste já tem um plano básico de operações. A idéia é fazer as incursões em alvos apontados com antecedência pelos serviços de inteligência do Exército e da Polícia Federal.
As operações conjuntas vão se estender por vários pontos da cidade, principalmente nas áreas de maior risco. Um levantamento preliminar feito pelos militares calculou em R$ 10 milhões os custos com os trabalhos a serem executados no Rio. Ainda não há previsão para a liberação do dinheiro.
O comandante do Centro de Comunicação Social do Exército, general Augusto Heleno Ribeiro Freitas, disse, porém, que as tropas estarão de prontidão a partir desta segunda. Como garantiu um oficial do Exército, a primeira fase começará com a chamada operação visibilidade e será desencadeada ainda esta semana, logo após a instalação do Centro de Operações de Segurança Integrada (Cosi) na sede do Comando Militar do Leste, na Central do Brasil.
Em um primeiro momento, será feito o patrulhamento das principais vias de acesso às favelas da Rocinha, do Vidigal, do Pavão-Pavãozinho e dos complexos do Alemão e da Maré. O plano, que ainda precisa da aprovação da governadora, prevê o uso inicial de dois mil homens da Brigada de Infantaria Pára-Quedista.