Ministros do gabinete israelense aprovaram na terça-feira o estabelecimento de um ponto de cruzamento de fronteira entre Gaza e o Egito, a fim de permitir o trânsito livre dos palestinos após a retirada de Israel da área.
Se a passagem for aberta, será a primeira vez desde que Israel capturou a Cisjordânia e a Faixa de Gaza, em 1967, que os palestinos terão permissão para entrar e sair dos territórios sem passar pelos postos de controle israelenses.
Os detalhes, inclusive a possível presença de monitores da União Européia (UE), ainda têm que ser finalizados com os palestinos. O plano, proposto pelo Egito, também tem que ser aprovado pelo gabinete inteiro de Israel, o que provavelmente acontecerá no domingo, disseram as fontes.
Os palestinos se queixam que não participaram das discussões sobre a abertura do posto de cruzamento em Rafah e são contra a exigência de Israel de que sejam instaladas câmeras para filmar os que o usarem. Mas não disseram que rejeitariam a proposta egípcia.
Segundo o plano, aceito na semana passada pelo ministro da Defensa israelense, Shaul Mofaz, o posto de cruzamento a pé ficaria sob supervisão estrangeira para reduzir os temores de que poderia ser usado com facilidade para a entrada em Gaza de militantes e armas.
Desde a retirada de Gaza em setembro, depois de 38 anos de ocupação, Israel está sendo pressionado pelos Estados Unidos a ajudar a abrir as fronteiras de Gaza para facilitar o movimento de pessoas e mercadorias pelos palestinos.