Ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes contradisse, nesta terça-feira, as afirmações de que a produção de biocombustíveis é uma ameaça para humanidade, pois tirarim espaço de áreas que seriam destinadas para produzir alimentos, além de pressionar o preço dos itens alimentícios.
- Em termos de Brasil, não se aplicam as informações de que a produção de álcool iria prejudicar a produção de alimentos. O Brasil cresce tanto em alimentos quanto em álcool, e nós produzimos álcool há mais de 30 anos em perfeita compatibilidade com a produção de alimentos - afirmou o ministro.
Segundo Stephanes, essa compatibilidade, porém, não existe nos Estados Unidos e na Europa, já que nos EUA o produto base é o milho e na Europa, matérias-primas caras. Segundo ele, no caso da cana-de-açúcar, a matéria-prima utilizada na produção de álcool, a plantação do produto representa menos de 1% da produção total agrícola brasileira.
- As novas áreas para produção de álcool avançam para as áreas de pastagem, mas não em termos de produção de alimentos - afirmou.
Questionado sobre a falta de leite, trigo e arroz no mercado interno, o ministro usou o mesmo discurso que o presidente Lula na semana passada.
- É que efetivamente o mundo está crescendo, e os povos se alimentando mais - afirmou.
A preocupação com a recente alta dos preços dos alimentos e o forte crescimento da demanda no mercado mundial foi tema de declarações de uma série de órgãos internacionais ao redor do mundo nas últimas semanas.