Rio de Janeiro, 30 de Outubro de 2026

Ministro prevê investimento externo superior a US$ 35 bi este ano no país

Terça, 27 de Novembro de 2007 às 15:23, por: CdB

O ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão, Paulo Bernardo, disse nesta terça-feira que o investimento estrangeiro direto (IED) no setor produtivo deve passar de US$ 35 bilhões neste ano. Segundo o ministro, as aplicações que se avolumaram porque o país vive "ambiente de estabilidade, com previsibilidade para o ambiente de negócios."

Ele disse que a estabilidade econômica do país, nos últimos anos, proporcionou mais credibilidade externa "em função das boas condições que estamos vivendo".

O ministro fez as afirmações durante o 1º Fórum sobre Instituições Federais de Ensino Superior, que termina na quarta-feira no Tribunal de Contas da União (TCU). Convidado para falar sobre política de investimentos nas entidades de ensino superior, preferiu abordar o ambiente de investimentos no plano geral. Na palestra, o ministro lembrou o compromisso do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para o segundo mandato, de "buscar um crescimento mais robusto e sustentável da economia".

Paulo Bernardo destacou que o país precisa crescer, mas lembrou que é necessário haver melhor distribuição de renda entre as regiões. Para isso, disse ele, o governo conta com o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) que, entretanto,   ainda não anda na velocidade desejada.

O ministro ressaltou, porém, que o Brasil vai encerrar 2007 com volume de investimentos bem acima da média dos últimos anos.

— Vamos entrar em 2008 com possibilidade concreta de termos desempenho melhor que neste ano —, disse.

Ele afirmou que, para tanto, conta com o apoio do Legislativo na aprovação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), do Orçamento Geral da União (OGU) para o ano que vem e da proposta do Executivo que regulamenta a criação das fundações estatais de direito privado. De acordo com o ministro, tal instrumento dará mais agilidade à gestão de entidades oficiais, de diferentes áreas, que funcionam com pessoal contratado por fundações de apoio.

Ele destacou que tais contratações são irregulares, e há casos que se sustentam há mais de dez anos. O caso mais visível é o dos hospitais universitários, que têm cerca de 25 mil funcionários nessas condições, disse o ministro. Para ele, a adoção da fundação estatal de direito privado vai possibilitar a regularização de grande parte das contratações terceirizadas, embora "não seja elixir para tudo".

O ministro da Educação, Fernando Haddad, também participou do fórum. Haddad destacou, em sua palestra, o crescimento da consciência nacional sobre a importância crescente das universidades na vida do país e para o exercício da cidadania. Ele mencionou o desafio governamental de fazer com que o conhecimento científico das universidades transborde e produza conhecimento de boa qualidade.

Haddad afirmou que o país vive momento de reestruturação e expansão da universidade pública, alavancada com a criação de 65 entidades de ensino superior em cidades de porte médio, espalhadas pelo país, que funcionam como pólos de desenvolvimento regional. Para o ministro, isso permite o crescimento das regiões a que servem tais universidades, com impacto também na melhoria do ensino de qualidade e fixação dos jovens na região de origem.

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