O ministro da Corte Suprema de Justiça paraguaia Luis Lezcano renunciou nesta sexta-feira, pouco antes de o Senado iniciar a sessão final do julgamento político contra ele e outros dois magistrados.
A renúncia foi anunciada pelo presidente do Senado, Carlos Mateo Balmelli, comentando que o corpo legislativo abrirá a sessão na qual se ditará sentença, mesmo que os outros dois juízes submetidos a julgamento político, Carlos Fernández Gadea e o presidente da Corte, Bonifacio Ríos, também renunciem.
- Tudo isto (o julgamento) não constitui mais que uma questão política levada adiante de forma selvagem, arbitrária e sem nenhum sustento não só jurídico mas ético - afirmou Lezcano em uma nota dirigida a Mateo Balmelli e lida no plenário do Senado, reunido para votar a sentença contra os magistrados.
Os três ministros são acusados de má administração da Justiça e abuso de poder.
Lezcano, que exerceu pessoalmente sua defesa em 1 de dezembro passado e voltou a comparecer na quarta-feira passada para as alegações finais por escrito, reiterou que o processo "carece de todo fundamento jurídico".
Com a renúncia de Lezcano já são quatro os magistrados que renunciaram ao cargo desde que começou o processo de renovação da Corte Suprema mediante um julgamento político estipulado por todas as forças políticas com renovação parlamentar.