Na manhã desta segunda-feira, o ministro da Defesa Waldir Pires negou que exista um ponto cego na área de cobertura do controle de tráfego aéreo de Brasília, responsável pelo monitoramento do espaço aéreo onde aconteceu o choque entre o Boeing da Gol e o jato Legacy.
O ministro também negou a possibilidade dos equipamentos terem induzido os controladores ao erro.
- As informações que a Aeronáutica me passa são consistentes. Não vi essa informação (ponto cego). Temos os melhores níveis de segurança de vôo do mundo. Temos índices competitivos -, disse o ministro.
O vídeo foi gravado no centro de controle de tráfego aéreo de Brasília, o Cindacta 1 e confirma a existência do ponto cego quando duas aeronaves somem do radar. Um controlador de vôo de Brasília, que não se identificou, declarou que os aviões ficam até 15 minutos sem conseguirem se comunicar com as torres de controle.
A Aeronáutica confirmou que mesmo sem aparecerem nos radares, os pilotos das aeronaves conseguem se comunicar com os controladores através de rádios.
O ministro também afirmou que não há falha nos equipamentos do sistema de vigilância no espaço aéreo brasileiro.
- Tranqüilizo o País da segurança dos nossos vôos -, declarou.
Waldir Pires espera que até o Natal os vôos já estejam normalizados, mas não deu total tranqüilidade aos passageiros.
- A minha esperança é que cheguemos ao Natal em uma relativa tranqüilidade. Estamos contratando controladores -, disse.
Pires participou do seminário "Sociedade: Diálogo com as Forças Armadas", na Escola de Comando e Estado Maior do Exército, no Rio.
Ministro nega que haja ponto cego na Amazônia brasileira
Segunda, 04 de Dezembro de 2006 às 11:23, por: CdB