Rio de Janeiro, 07 de Setembro de 2026

Ministro nega envolvimento do governo contra Eduardo Cunha

Segundo o ministro da Defesa, Jaques Wagner, foi o PMDB que recusou cumprir o acordo de alternância de poder que ele próprio sugeriu.

Sexta, 23 de Janeiro de 2015 às 11:10, por: CdB
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O ministro da Defesa responde às reclamações de Eduardo Cunha
O ministro da Defesa, Jaques Wagner, disse, em entrevista à Globo News, que não há fundamento nas declarações do candidato à Presidência da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), sobre uma interferência do Planalto na disputa com Arlindo Chinaglia (PT-SP). Segundo Wagner, foi o PMDB que recusou cumprir o acordo de alternância de poder que ele próprio sugeriu. Em entrevista ao blog do Camarotti, ele disse que “essa proposta de alternância foi feita no começo ao candidato do PMDB. A negativa foi dele. Disse que não poderia garantir os próximos dois anos. Ou seja, 2017 e 2018 para o PT. Se eu estou sendo estigmatizado, se eu estou sendo colocado fora do jogo, evidentemente que o PT - por ser a maior bancada de apoio da Dilma, a maior bancada da Câmara dos Deputados, colocou seu nome na disputa”. Falso “Grampo” da PF Às vésperas das eleições para a Presidência da Mesa, na Câmara dos Deputados, a Polícia Federal reage ao factoide de uma gravação atribuída a delegados federais, na qual ele é citado como chefe de um esquema mafioso. Segundo o jornalista Fernando Brito, editor do blog político Tijolaço – um dos mais acessados do país – “o deputado Eduardo Cunha anunciou que um áudio ‘grampeado’ estaria sendo preparado para incriminá-lo nos casos de corrupção da turma do Paulo Roberto Cunha e Alberto Yousseff”. “Quem o escutar verá que tem toda a pinta de armação, mesmo, pois os personagens falam de forma inverossímil. De qualquer forma, será fácil identificar a origem, tanto da gravação quanto das vozes que ela registra, se o deputado informar quem lhe passou a ‘muamba’ policial. (…) A gravação parece seguir um roteiro ‘encomendado’ para se mostrar mesmo uma armação. O que existe contra o deputado é a confissão, com todas formalidades a legitimá-la, de um policial federal que admite que fazia entregas de dinheiro a políticos e empreiteiros. E a favor do deputado a declaração do advogado de Yousseff que sempre se apressa a negar qualquer detalhe que envolva políticos que fazem oposição ao Governo, mas que é esquivo e concorda, silenciosamente, com qualquer menção a governistas”, afirma o jornalista.
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