Rio de Janeiro, 27 de Maio de 2026

Ministro israelense teme violência na retirada de Gaza

Quarta, 11 de Maio de 2005 às 06:32, por: CdB

O ministro da Defesa de Israel, Shaul Mofaz, disse nesta quarta-feira que a destruição de casas de colonos judeus que serão retirados de Gaza em agosto é desnecessária e que poderia custar a vida de soldados.

Autoridades palestinas querem que Israel destrua as casas antes de sair, mas o governo israelense vai tomar uma decisão sobre o tema na próxima semana - o primeiro-ministro Ariel Sharon já declarou preferir deixá-las.

Falando no Dia em Memória dos soldados mortos, Mofaz reafirmou sua posição de que destruir as casas dos colonos é um passo que pode colocar em perigo as forças de segurança envolvidas no desmantelamento e na retirada dos destroços.

- Depois que retirarmos os colonos, teremos que manter as forças militares, guardas de segurança e forças para destruir as casas no meio do território inimigo e não há garantia de que não haverá ataques. Não estou disposto, como ministro da Defesa do Estado de Israel, a colocar em perigo soldados israelenses para destruir as casas dos colonos - disse ele.

Os planos atuais prevêem que a retirada seja iniciada em meados de agosto e dure cerca de um mês. Cerca de 8.500 colonos serão retirados dos 21 assentamentos de Gaza e outras dezenas sairão de quatro dos 120 assentamentos da Cisjordânia, segundo o plano de Sharon.

De acordo com um estudo do Ministério da Defesa, a destruição das casas dos colonos estenderia o processo de retirada em até 10 meses e custaria cerca de 45,9 milhões de dólares, já que os destroços teriam que ser levados de caminhão para Israel.

O processo também teria que ser cuidadoso para evitar danos à infra-estrutura subterrânea, que deverá ser entregue à Autoridade Palestina.

Muitos colonos exigiram a destruição das casas como parte da retirada e dezenas de milhares de simpatizantes disseram que vão tentar evitar que o plano seja colocado em prática com manifestações e conflitos com as forças de segurança.

Para o Ministério da Habitação palestino, as casas dos colonos deveriam ser destruídas porque não são compatíveis com as necessidades urbanas de Gaza, região superpovoada na faixa costeira onde vivem 1,3 milhão de palestinos.

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