Rio de Janeiro, 22 de Setembro de 2026

Ministro iraquiano defende ataque equivocado dos EUA

Domingo, 20 de Junho de 2004 às 10:01, por: CdB

O primeiro-ministro iraquiano defendeu neste domingo o ataque aéreo norte-americano que matou 22 pessoas em Falluja, na véspera. Funcionários iraquianos na cidade dizem, no entanto, que há mulheres e crianças entre os mortos, e não militantes islâmicos estrangeiros.

- Sabemos que uma casa que foi usada por terroristas terminou atingida. Recebemos positivamente esse ataque contra terroristas, em qualquer parte do Iraque - disse Iyad Allawi, primeiro-ministro interino iraquiano, em entrevista coletiva.

Ele disse que as forças armadas norte-americanas haviam informado seu governo antes de conduzir o ataque aéreo do sábado, contra um alvo classificado como refúgio usado por militantes comandados por Abu Musab al-Zarqawi, jordaniano descrito pelos Estados Unidos como líder da Al Qaeda no Iraque.

No entanto, o chefe de polícia de Falluja e um líder da Brigada Falluja, encarregada da segurança nessa cidade onde a oposição aos Estados Unidos é intensa, negaram que combatentes estrangeiros operassem com base na casa atacada.

As forças armadas norte-americanos autorizaram a Brigada Falluja, comandada por antigos oficiais do exército iraquiano, a assumir o controle da segurança na cidade, sob um acordo de trégua fechado no mês passado para pôr fim aos confrontos entre Fuzileiros Navais dos EUA e insurgentes, nos quais centenas de pessoas foram mortas.

O ataque pôs fim à calma que reinava em Falluja e alimentou as tensões antes do encerramento formal da ocupação do Iraque pelas forças sob liderança norte-americana, que acontece em 30 de junho. Desde a trégua, Falluja está mais quieta, ainda que as forças armadas dos EUA tenham informado que um Fuzileiro Naval foi morto em ação no sábado, no oeste do Iraque -o 615 militar norte-americano morto em combate desde a invasão do Iraque.

O brigadeiro Mark Kimmitt disse em Bagdá que a casa destruída em Falluja estava sendo usada por combatentes leais a Zarqawi, acusado por Washington de liderar uma campanha sangrenta de atentados suicidas a bomba e de decapitar um refém norte-americano no mês passado.

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