Rio de Janeiro, 08 de Novembro de 2026

Ministro francês lamenta morte de líder das Farc

Segundo o ministro francês de Relações Exteriores, Bernard Kouchner, Raúl Reyes, alto líder das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) morto por forças da Colômbia, era o contato da França nas negociações para tentar a libertação da refém franco-colombiana Ingrid Betancourt. (Leia Mais)

Segunda, 03 de Março de 2008 às 07:51, por: CdB

Segundo o ministro francês de Relações Exteriores, Bernard Kouchner, Raúl Reyes, alto líder das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) morto por forças da Colômbia, era o contato da França nas negociações para tentar a libertação da refém franco-colombiana Ingrid Betancourt.

- É uma má notícia que o homem com que estávamos conversando, com quem nós tínhamos contato, tenha sido morto. Você vê como o mundo é mau? - disse Kouchner à rádio França Internacional.

O Exército da Colômbia anunciou, no último sábado a morte de Raúl Reyes em um combate em solo equatoriano. Considerado por especialistas o número dois das Farc, esta foi uma das maiores perdas impostas à mais antiga guerrilha da América Latina.

A morte de Reyes aconteceu dias após ex-reféns das Farc terem dito que Betancourt recebia maus tratos e era mantida acorrentada, apesar de estar gravemente doente e mentalmente exausta.

Betancourt, ex-candidata à Presidência da Colômbia, que também possui nacionalidade francesa é mantida refém na selva colombiana há seis anos, e sua libertação tornou-se uma importante questão política na França.

- Precisamos redobrar nossos esforços para falar sobre Ingrid Betancourt - disse Kouchner, acrescentado que ela está em "emergência médica".

Semana passada o próprio presidente da França, Nicolas Sarkozy, disse que iria pessoalmente buscar Ingrid, se necessário.

A morte de Reyes, que aconteceu durante uma operação realizada além da fronteira colombiana com o Equador, reforçou os conflitos diplomáticos entre Colômbia e os presidentes de Equador e Venezuela.

O vice-presidente da Colômbia, Francisco Santos, pediu, em Genebra, ajuda internacional ao Conselho de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas para que a libertação dos reféns das Farc se intensifique.

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