O ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha instaurou sindicância interna em seu ministério e pediu investigação à Polícia Federal (PF) para apurar falsificação de sua assinatura em documento em que foi solicitado convênio ao Ministério do Turismo, no valor de R$ 3,1 milhões em favor do Instituto Brasil de Arte, Esporte, Cultura e Lazer (Inbrasil).
Levantamento preliminar do Ministério de Relações Intitucionais indica que o documento, segundo o ministro, “tem indícios claros de montagem”, entre os quais o timbre (do Ministério) incorreto, o telefone errado e até os dados pessoais de Padilha estão fraudados - o número do seu RG que aparece no ofício, por exemplo, está incompleto.
A declaração, também, não apresenta numeração de ordem, o controle interno de praxe do ministério e dos órgãos públicos na emissão de todos os documentos oficiais.Além disso, a assinatura que aparece que aparece no documento não é de próprio punho do ministro, mas digitalizada. Padilha adiantou que não conhece a entidade beneficiada pelo convênio e nem as pessoas envolvidas no caso.
Mais surpreendente, é revelação, de novo, de que nossa imprensa muitas vezes não tem limites, e que, apesar dos esclarecimentos com o desmentido terem sido feitos na 6ª feira, o jornal O Estado de S.Paulo continou fazendo reportagens e imputando responsabilidade ao ministro até o fim de semana.
Quer dizer, o Estadão fabricou um escândalo contra o ministro em cima de documentos falsificados e continuou a alimentá-lo mesmo depois de saber que os documentos em que se baseara são uma fraude.