O ministro de Assuntos Exteriores iraquiano, Hoshiar Zibari, acha que a decisão de realizar as eleições gerais em 30 de janeiro "chegou a um ponto sem retorno" que obriga a manter a data.
Em uma entrevista divulgada hoje, domingo, pelo jornal egípcio Al Ahram", o chefe da diplomacia iraquiana diz que adiá-las simplesmente significaria que o Iraque e a democracia sucumbiram às ameaças dos grupos terroristas.
"Existem muitas vozes que defendem o adiamento eleitoral para permitir que todos os grupos participem do evento, mas isso produziria graves problemas", estimou Zibari.
"Adiar a votação afetaria (negativamente) outras grandes questões, como a data para a formação do novo governo. Por isso, adiar a votação está fora de discussão. Chegamos a um ponto sem retorno", explicou.
O ministro reconheceu, no entanto, que a realização das eleições "não será a varinha mágica" que fará desaparecer todos os problemas que afligem o país.
"As eleições servirão para colocar os iraquianos no caminho correto na hora de decidir seu destino e o futuro das tropas estrangeiras presentes em seu território", especificou.
A este respeito, Zibari insistiu em dizer que todos os preparativos para o processo eleitoral estão em andamento, incluído um dispositivo especial de segurança destinado a tentar evitar nesse dia a violência terrorista.
Mais de 7.000 candidatos concorrem às eleições gerais do próximo dia 30 de janeiro, das quais deverão sair os 275 deputados do Parlamento que elegerá o próximo governo iraquiano.
Cerca de 6.000 centros eleitorais pretender ser abertos nesse dia nas províncias nas quais se faz a votação.