Rio de Janeiro, 27 de Maio de 2026

Ministro Dulci reitera necessidade de fortalecer relações com a base aliada

Domingo, 15 de Maio de 2005 às 13:54, por: CdB

O governo federal pretende fortalecer as relações com os partidos da base aliada, a fim de garantir a sua sustentação política. A afirmação foi feita pelo ministro chefe da Secretaria Geral da Presidência da República, Luiz Dulci, pouco antes de discursar na conferência O PT e os Movimentos Sociais, que se realiza desde sábado como parte das comemorações dos 25 anos do partido.

Dulci enfatizou que:

- Todos nós que somos partidos de base de sustentação do governo Lula podemos aperfeiçoar nossas relações e devemos nos empenhar nesse sentido. Não apenas o PT, mas os demais partidos aliados devem ter esse espírito construtivo de aperfeiçoar as relações.

O ministro preferiu não comentar as notícias de que haveria mudança na estratégia de coordenação política, com a saída do ministro Aldo Rebelo, e argumentou que "essa é uma atribuição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva". Segundo Dulci:

- Tanto a coordenação política quanto qualquer outra área tem que estar nas mãos de quem o presidente achar mais adequado para cumprir a sua função.

Durante sua fala no encontro, o ministro observou que em 2004 o país atingiu um crescimento econômico de 5,2%, "o maior dos últimos dez anos". E reconheceu que para chegar a essa taxa foi necessário um momento de sacrifício.

- Com a política econômica que o presidente adotou, ele superou a crise econômica-financeira herdada do governo anterior e, para isso, o governo fez sacrifício, a sociedade fez sacrifício.

Dulci destacou ainda a atuação dos movimentos sociais, ao lembrar que a introdução da política de concessão de crédito descontado em folha de pagamento foi proposta pela Central Única dos Trabalhadores (CUT). De acordo com o ministro, essas operações já superam os R$ 14 bilhões.

Ele também enfatizou o dinamismo da economia alimentado pelos recursos do Programa Nacional de Crédito para a Agricultura Familiar (Pronaf), que triplicaram no atual governo.

- As reivindicações e as mobilizações sociais deram força ao governo para fazer inversão de prioridades e investir no social, o que ajudou a economia a voltar a crescer - justificou.

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