Rio de Janeiro, 01 de Outubro de 2026

Ministro do Trabalho vai pressionar por queda forte no <i>spread</i> bancário

Quinta, 30 de Abril de 2009 às 10:12, por: CdB

O ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, vai propor na próxima reunião do Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador (Codefat), semana que vem, a redução do spread bancário para recursos que venham do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT).

– Estamos fazendo uma base técnica e na próxima reunião vamos propor a redução do spread bancário, ou seja, das taxas para quem precisa. Vai ter uma redução forte para ajudar o aquecimento da economia e geração de emprego – disse.

De acordo com o Lupi, ele pediu que o grupo técnico do conselho fizesse a análise das taxas e em alguns setores foi verificado que elas estão muito altas. Sobre a empregabilidade, o ministro disse que o Brasil já está recuperando os níveis de emprego que foram perdidos com a crise financeira internacional.

– Nos já tivemos o começo dela (da recuperação) em fevereiro, com 9 mil novos empregos, um saldo positivo. E os dados concretos do (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) Caged, em março, já foi para 30 mil positivo. Considero março o mês da virada, em abril, teremos mais do que esses 30 mil – concluiu.

Juros menores

Na véspera, o Comitê de Política Monetária (Copom) reduziu em 1,0 ponto percentual a taxa básica de juro brasileira, para 10,25% ao ano, em decisão unânime e em linha com as expectativas do mercado. O terceiro corte sucessivo da taxa foi inferior ao promovido em março, de 1,5 ponto, mas levou a Selic ao menor patamar da história. A decisão se deu "avaliando o cenário macroeconômico e visando ampliar o processo de distensão monetária", afirmou o Copom em breve comunicado.

Pesquisa da agência inglesa de notícias Reuters feita na última semana mostrou que 19 de 30 instituições já previam corte de 1,0 ponto. Oito previam um novo corte de 1,5 ponto e três acreditavam em redução de 1,25 ponto. A avaliação predominante de analistas era de que sinais recentes de recuperação da economia brasileira, ainda que tênues, justificariam um corte menor da taxa básica de juros.

– O mais importante sobre a decisão do Copom é a sinalização contida no comunicado, e o comentário enxuto mostra que o BC quer deixar as portas abertas para fazer o que tiver que ser feito na próxima reunião – afirmou Roberto Padovani, economista-chefe do WestLB.

A próxima reunião do Copom está agendada para os dias 9 e 10 de junho.

O segundo dia de reunião do Copom durou pouco mais de duas horas. Quando assessores do Banco Central já se preparavam para ler o comunicado com a decisão a jornalistas reunidos em Brasília, um telefonema interno acabou provocando atraso na divulgação. Mais tarde, a assessoria esclareceu que a área de logística do BC quis se assegurar que a divulgação seria feita concomitantemente no site da instituição.

Nesta quinta-feira, após a decisão do BC, alguns bancos (como Banco do Brasil, Itaú Unibanco e Bradesco) anunciaram leve redução nas taxas de empréstimos.

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