O ministro do Trabalho, Ricardo Berzoini, anunciou hoje que o Brasil criou mais de 1 milhão de novos empregos formais no primeiro semestre e poderá criar mais 800 mil até o final do ano. A informação foi baseada no Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho.
Conforme esses dados, foram criados 1,034 milhão de postos de trabalho. O saldo de empregos (diferença entre as demissões e as contratações) foi o maior para um primeiro semestre e para um mês de junho, desde o início do levantamento, em 1992. Em junho deste ano, 207,9 mil pessoas foram contratadas com a carteira de trabalho assinada, uma alta de 0,86 % na comparação com o mês anterior.
A recuperação do emprego tem sido proporcionada principalmente pelo agronegócio e as exportações, mas o ministro informa que nos últimos meses o setor do varejo tem apresentado resultados positivos na venda de produtos não-duráveis e semiduráveis, mais sensíveis ao poder aquisitivo dos assalariados.
Os dados do Caged mostram que o nível de emprego formal cresceu pelo sexto mês consecutivo. Todos os setores de atividade econômica apresentaram saldos positivos, com destaque para a agropecuária e a indústria de transformação. Neste primeiro semestre, a agropecuária acumula alta de 17,31 %, com a contratação de 216,4 mil pessoas. A indústria de oransformação foi responsável pela criação de 326,4 mil postos de trabalho.