O ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Paulo Geraldo Medina, de 61 anos, está sendo acusado de assédio sexual. O advogado José Gerardo Grossi ingressou nesta quinta-feira com uma queixa-crime no Supremo Tribunal Federal, representando Glória Maria Pádua Ribeiro Portella, filha do ministro do STJ Antônio de Pádua Ribeiro.
De acordo com o jornal O Globo, na queixa-crime Glória acusa o ministro de tê-la assediado pelo menos quatro vezes desde março de 2003. Glória inclui como suas testemunhas três outros ministros do STJ: Eliana Calmon Alves, Nancy Andrighi e Francisco Falcão Neto. Os dois últimos já foram seus chefes.
Glória, que é advogada e casada, começou a trabalhar como assistente de Medina em julho de 2001. De acordo com seu relato, que consta da queixa-crime, em fevereiro o ministro teria começado a ter "atitudes suspeitas". A advogada alega ter sido vítima de olhares pouco usuais, palavras de duplo sentido e insinuações.
No mês seguinte, Medina teria tentado segurar suas mãos e teria pedido que o abraçasse.
Em abril, o ministro teria lhe pedido um beijo depois de observá-la, segundo a queixa-crime, com um "olhar enlouquecido".
O ministro Paulo Geraldo Medina declarou, por intermédio da assessoria do STJ, que não faria comentários sobre o assunto por não ter conhecimento do caso.