O ministro Celso de Mello defendeu o fim do voto secreto no Congresso Nacional um dia depois que o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que 13 deputados poderiam assistir à sessão secreta que absolveu o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL).
— Não há no regime democrático possibilidade de se preservar ou cultuar o mistério —, disse, no intervalo da sessão desta quinta-feira.
O ministro lembrou que, para acabar com o voto secreto no Congresso, é necessário aprovar uma emenda constitucional. E saiu em defesa da mudança.
— O ideal seria que, à semelhança do que ocorre no âmbito do Poder Judiciário, em particular na esfera do Supremo Tribunal Federal, as votações se processassem de maneira aberta, clara e transparente. O cidadão tem o direito de saber como se comportam, como agem e como decidem não apenas os seus representantes políticos, mas todos os agentes do Estado —, complementou.
Na avaliação do ministro, “não há razão para que se mantenha o sigilo do ato de votação”. Ele justificou que os próprios ministros do Supremo tomam decisões em questões “extremamente delicadas e nem por isso perdem sua independência ou se expõem a pressões indevidas”.
Celso de Mello também negou que o julgamento de quarta-feira tenha sido uma interferência indevida da mais alta Corte do país nas decisões do Congresso.
Ministro do STF defende fim do voto secreto no Congresso Nacional
Quinta, 13 de Setembro de 2007 às 14:24, por: CdB