O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, defendeu nesta sexta-feira a necessidade de que a Petrobras venha a ser fortalecida neste momento em que se discutem novas regras do setor de petróleo e gás natural no país, em decorrência da descoberta das megareservas do pré-sal.
- Eu acho que a Petrobras não tem que ser enfraquecida, ela tem é que ser fortalecida. A empresa representa, no fundo, uma luta de muitas gerações e agora é necessário ampliar o seu escopo - disse.
Para o ministro, fortalecer a Petrobras é também fortalecer o país.
- Eu tenho uma idéia muito clara disto e eu acho que qualquer tentativa de diminuir o escopo da área de atuação da Petrobras seguramente tem que ser repensado com muita cautela. Não se pode ir com muita sede ao pote - afirmou.
Presente no lançamento do Programa Petrobras Ambiental para o período 2008-2012, Minc pediu cautela nas discussões sobre as novas regras envolvendo a atividade de exploração e produção de petróleo e gás no país.
Na ocasião, ele anunciou a abertura de um escritório do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) na Região Nordeste, voltado para o setor de petróleo e gás. O objetivo, segundo ele, será “agilizar os licenciamentos ambientais de blocos com potencial para exploração na região”.
O presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli, disse que é necessário aprovar um marco regulatório para a exploração na região do pré-sal, até porque, certamente, a nova área precisará de novos investidores.
Ele, no entanto, não adiantou o volume de recursos que será necessário para explorar os campos já descobertos pela Petrobras, na região do pré-sal, mas afirmou que a estatal tem condições de fazer os investimentos necessários para explorar e produzir, não só na área de Tupi, mas também nas outras áreas sob concessão da empresa na região.Até agora, há três campos confirmados com reservas no pré-sal, Tupi, Júpiter e Carioca.
- Temos alguns poços perfurados, alguns volumes apenas em Tupi. No que se refere ao que conhecemos, a Petrobras pode desenvolver. O problema é em relação ao que não conhecemos, isso é outra situação que tem que ser tratada de forma diferenciada - ressaltou.