Rio de Janeiro, 19 de Setembro de 2026

Ministro do Iraque: saída prematura de tropas pode gerar "caos"

Quinta, 03 de Junho de 2004 às 18:53, por: CdB

O ministro de Assuntos Exteriores iraquiano, Hoshiar Zebari, reconheceu que uma retirada prematura do Iraque da força multinacional poderia provocar o "caos", mas também disse que é necessário regular sua presença para manter a soberania.

Em pronunciamento ao Conselho de Segurança da ONU, reunido em sessão pública para debater uma nova resolução que o organismo negocia com vistas à transferência de soberania em 30 de junho, Zebari pediu a ajuda da força multinacional para ajudar a estabilizar a situação e preservar a unidade do Iraque.

No entanto, disse que "o governo de transição do Iraque e o novo governo devem poder opinar sobre a futura presença" das forças, e que isso deve se refletir na nova resolução.

O ministro, que compareceu ao Conselho a pedido de países membros que queriam escutar o ponto de vista dos iraquianos, disse que "o povo do Iraque precisa e pede a ajuda das forças multinacionais para trabalhar de perto com as iraquianas para estabilizar a situação".

"A presença da força multinacional ajudará a preservar a unidade no Iraque, prevenir uma intervenção regional em nossos assuntos internos e proteger nossas fronteiras neste momento tão crítico da reconstrução", ressaltou.

O ministro iraquiano se mostrou muito alentado pela nova minuta de resolução, apresentada pelos EUA e pela Grã-Bretanha.

Zebari disse que o novo governo interino fará suas propostas de emendas para que possam ser incorporadas na resolução, de modo que esta "reflita os desejos e as aspirações do povo iraquiano".

"Esperamos que a resolução apóie uma transferência genuína e completa do poder em 30 de junho, o que significa dar-lhe uma total autoridade ao governo interino para que administre seus assuntos, tome suas decisões e tenha autoridade em matéria de segurança", ressaltou.

Por outro lado, disse que a Lei Administrativa Transitória, assinada pelo Conselho de Governo iraquiano já dissolvido e pela Autoridade Provisória da Coalizão, será a que regerá o novo governo interino.

Por isso, pediu ao Conselho que apóie esta legislação como um documento histórico necessário para o processo político de reformas e democratização do país.

Diante das críticas despertadas pelo novo governo interino, Zebari, que no novo governo mantém o cargo de ministro de Exteriores que ocupou desde setembro, manifestou que, na seleção do gabinete, se privilegiaram as "qualidades" dos escolhidos, assim como o fato de que houve "um equilíbrio político e social" para representar a maioria dos iraquianos.

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